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Mendonça autoriza abertura de investigação da PF sobre atuação de Lulinha

Formatura de Marco Claudio Lula da Silva, filho do Presidente da Republica, no teatro Paulo Machado de Carvalho

Mendonça autoriza abertura de investigação da PF sobre atuação de Lulinha na
Brasil, São Bernardo do Campo, SP. 24/01/2007. Formatura de Marco Claudio Lula da Silva, filho do Presidente da Republica, no teatro Paulo Machado de Carvalho. Na foto, Fábio Luis Lula da Silva (Lulinha), irmão do formando. - Crédito:ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/
Brasil, São Bernardo do Campo, SP. 24/01/2007. Formatura de Marco Claudio Lula da Silva, filho do Presidente da Republica, no teatro Paulo Machado de Carvalho. Na foto, Fábio Luis Lula da Silva (Lulinha), irmão do formando. - Crédito:ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira mais uma investigação da Polícia Federal (PF) por eventual tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lulinha, como é conhecido, teria atuado em negócios relacionados à Dataprev, empresa pública responsável pela base de dados do INSS.

Segundo a PF, o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3Structure It, teria pagado ao menos uma viagem para o filho do presidente em troca de supostos favores no governo. Procurado, ele ainda não se posicionou.

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A informação foi revelada pelo Estado de S. Paulo e confirmada pelo Globo.

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Na quinta-feira, O Globo informou que o primogênito de Lula já era investigado pelo eventual cometimento do mesmo crime em caso relacionado ao comércio de cannabis medicinal, com conexões com o Ministério da Saúde e o gabinete Presidencial.

Lulinha foi investigado pela PF no escândalo dos descontos de aposentadoria porque mantinha relação próxima com Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, lobista responsável por operacionalizar o desvio de recursos de aposentados, segundo a corporação. Leia também: Datafolha: Raquel Lyra tem 49% e João Campos soma 45% em eventual segundo turno

Alvo da segunda investigação, o empresário Cleber Ribas de Oliveira também é ligado ao Careca do INSS.

O filho de Lula também atuava com a empresária Roberta Luchsinger, segundo a PF. Sua atuação, de acordo com a corporação, era prospectar contratos governamentais.

Procurada, a defesa de Lulinha nega que o seu cliente tenha cometido qualquer crime.

O advogado Marco Aurélio Carvalho classificou os pedidos da PF como “pirotecnia” e tentativa ilegal de fazer uma “pesca probatória”— uma investigação genérica sem foco específico.

— É mais do mesmo. A Polícia Federal está adotando a estratégia da tentativa e erro. “Não achei aqui, vou tentar ali”. É a chamada “melhor de três”, isso é pirotecnia, é pesca probatória. Ninguém quer que o Fábio esteja acima da lei, mas não podemos permitir que ele esteja abaixo dela”. Mais de economia

Já a defesa do careca do INSS diz que não vai se manifestar porque não teve acesso a nenhum auto sobre as novas investigações e ficou sabendo da informação pela imprensa.

Os advogados de Antônio Camilo Antunes protocolaram hoje um pedido no Supremo para acessar o material.

Atrito entre PF e Mendonça

A abertura da primeira investigação mobilizou o gabinete de Mendonça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a presidência do STF, além da área técnica da Corte. Leia também: Infantino desiste de plano para investimentos privados na Fifa após ameaça

Um debate nos bastidores que se arrastou por quase uma semana diante da investida da Polícia Federal acabou escalando o desgaste dos investigadores com o gabinete de Mendonça, com direito a uma espécie de reviravolta eletrônica.

Ao encaminhar o pedido de abertura do inquérito, em 24 de julho, a Polícia Federal sustentou que a apuração tratava de fatos distintos dos investigados na Operação Sem Desconto.

O pedido chegou ao STF durante o plantão do ministro Alexandre de Moraes na presidência da Corte, durante o recesso do Judiciário e em revezamento com Edson Fachin. A presidência do STF fica responsável por decidir em questões urgentes e também se um determinado gabinete tem ou não preferência para relatar um caso, a chamada prevenção.

Antes de decidir sobre a definição do relator, Moraes solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliar se havia conexão entre a nova investigação e os inquéritos do INSS já em andamento sob a relatoria de Mendonça.

Em parecer encaminhado no dia 27 de julho, a PGR concordou com a avaliação da Polícia Federal. Para o órgão, a investigação tratava de fatos distintos daqueles apurados no escândalo dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas revelado pela Operação Sem Desconto e, por isso, não havia motivo para reconhecer a prevenção de André Mendonça. A manifestação foi pela livre distribuição do procedimento, ou seja, sorteio eletrônico.

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