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Meloni e Trump ganha destaque após novo desdobramento em esta transcrição foi

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Meloni e Trump ganha destaque após novo desdobramento em esta transcrição foi

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Abrimos a porta ao Gabinete de Guerra na Rádio Observador, o programa em que destacamos as principais questões geopolíticas mundiais. Hoje contamos com a análise da investigadora e especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, a quem agradeço ter aceitado este nosso convite.

Seja muito bem-vinda, Liliana Reis, à Rádio Observador. Bom dia. Vamos começar com as palavras de Donald Trump e com esta questão do memorando de entendimento.

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O presidente norte-americano diz que o acordo com o Irão fica fechado já hoje. Não é o único a dizê-lo. O Paquistão segue a mesma toada, embora sem ser tão assertivo.

Contudo, o Irão afasta a assinatura de um acordo de paz com os Estados Unidos nas próximas 24 horas, remete para os próximos dias. Liliana Reis, tendo em conta todos estes avanços e recuos, onde é que nós acabamos por ficar nesta questão do memorando de entendimento que pode vir a dar um acordo de paz? A imprevisibilidade é enorme.

Aliás, como sublinhou, nós temos estado a assistir a avanços e recuos contínuos, mas parece-me que neste momento Donald Trump quer mesmo chegar a Paris amanhã, à reunião do G7, com uma vitória diplomática. Mesmo que este memorando de entendimento deixe cair, e parece que isso está em cima da mesa, alguns pontos muito importantes, nomeadamente a questão nuclear, mas pelo menos a reabertura plena do Estreito de Ormuz ao tráfego internacional e o levantamento gradual das medidas de bloqueio, bem como as sanções económicas ao Irão e possivelmente também o desbloqueio de alguns fundos que se encontram congelados a nível internacional ao Irão, possam vir a ser firmados hoje. Mas ainda assim, apesar dessa assertividade de Donald Trump e dos vários posts que fez nas últimas horas a dizer que efetivamente o acordo iria ser concluído, o acordo não, peço desculpa, o memorando de entendimento. Leia também: Mato Grosso do Sul Alerta Pecuária para Risco de Morte de Bois

Repare que nós estamos aqui com duas fases. A primeira fase é um memorando de entendimento que provavelmente poderá, com um grau de probabilidade ainda que prudente, ser concluído hoje, depois terão 60 dias para concluir efetivamente o acordo final de cessar-fogo. Mas mesmo esta descrição de Donald Trump relativamente ao dia de hoje, e também não podemos deixar de afirmar que hoje Donald Trump celebra o seu aniversário, faz 80 anos, e também seria uma vitória pessoal e um presente neste dia.

Por outro lado, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica rejeitou que o Irão irá assinar qualquer acordo com os Estados Unidos hoje. E criticou, inclusivamente, o presidente norte-americano por esta insistência invulgar neste dia em específico. E nós também não podemos deixar de referir que o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano reuniu-se com responsáveis da Rússia e da China e disse que a coordenação e a cooperação entre os três países continuará de forma sólida.

Ora, o que nós precisamos de perceber, efetivamente, é se a Rússia e se a China também estão a pressionar o Irão, o que eu tenho algumas dúvidas, para que este memorando de entendimento seja efetivamente celebrado hoje. E Donald Trump, Liliana Reis, tem aqui algum ponto onde possa, para já, clamar vitória? Donald Trump, se conseguir efetivamente chegar ao G7 com o desbloqueio do Estreito de Ormuz, pode reclamar uma pequena vitória diplomática e pode dizer que se tratou de uma vitória pessoal por parte dele.

Ainda que todos os membros do G7 saibam também que há efetivamente vários atores regionais a pressionar para conduzir ao entendimento. E não falo apenas do prestador de bons ofícios, que tem sido efetivamente o Paquistão, mas nós temos também o Catar, o Egito e a Turquia a pressionar. Aliás, hoje alguns negociadores do Catar também se deslocarão a Teerão para tentar fechar este memorando.

Agora, mesmo que este memorando venha a ser firmado hoje, há efetivamente aqui alguns desacordos que não poderão ou não darão para que Donald Trump reclame uma vitória contundente e mesmo do ponto de vista diplomático, sobretudo ao nível da questão nuclear. Repare que os Estados Unidos, que efetivamente tinham esta questão do nuclear como principal elemento deste memorando de entendimento, deixam-no cair. Os Estados Unidos pretendiam efetivamente restrições ao desenvolvimento do programa nuclear iraniano, como sabemos, e à capacidade de enriquecimento de urânio, bem como a devolução dos 450 quilos de urânio enriquecido. Mais de noticia

Esses dois elementos, esses dois pontos, parecem estar afastados deste memorando que venha a ser celebrado hoje. E por isso não há possibilidade de Donald Trump reclamar para si, pelo menos, uma vitória diplomática total, até porque, e isto também deve ser sublinhado, nós temos estado a assistir permanentemente nos últimos dias, como eu dizia logo no início, a muitos avanços e recuos, sobretudo do ponto de vista da narrativa, não do ponto de vista dos resultados objetivos relativamente às negociações diplomáticas. E Liliana Reis, há cada vez mais pressão e urgência, até mesmo interna, sobre Donald Trump.

Isto pode, de certa forma, obrigar os Estados Unidos e o presidente norte-americano a tentar agir de uma forma mais acelerada, mais apressada? Estamos aqui perante um risco de haver um entendimento feito à pressa? Sem dúvida.

Aliás, o afastamento da questão nuclear é uma evidência disso mesmo, mas aquilo que neste momento também nos parece é que essa pressão não resulta apenas de uma pressão internacional, como eu falava a propósito do início do G7 amanhã em Paris, mas também de uma pressão interna. Cada vez mais nós vemos alguns elementos do Partido Republicano norte-americano também a reclamar alguma decisão final relativamente a este memorando de entendimento. E depois temos outra questão: nós sabemos que vamos ter midterm elections em novembro e convém que pelo menos Donald Trump consiga agregar em torno de si o seu próprio partido. Leia também: Quem é o jogador da Bélgica que foi expulso após lance bizarro contra o Irã

Já não falo, naturalmente, das críticas que têm vindo a ser levadas a cabo pelo Partido Democrata. Aliás, permita-me também que recupere uma questão, é que efetivamente Donald Trump disse desde o início que o acordo a ser firmado com o Irão iria ser muito melhor do que o acordo de 2015. E falo em relação ao aspecto nuclear.

Ora, afastando o elemento nuclear, este possível memorando de entendimento fica pelo menos muito aquém do acordo de 2015. Agora, nós não sabemos se abrirá espaço para que nos próximos 60 dias sejam efetivamente negociadas outras condições e outros termos, naturalmente, que possam trazer vantagens aos Estados Unidos. E depois também estamos aqui a afastar um ator que é muito importante, que é Israel.

Repare que a principal ameaça a Israel por parte do Irão é o desenvolvimento de capacidade nuclear e de mísseis de longo alcance, porque ameaçam inclusivamente a sua sobrevivência enquanto Estado. Afastar essa dimensão e concentrar apenas na questão dos Estreitos de Hormuz e da dimensão económica agradará, naturalmente, do ponto de vista comercial, a todo o sistema internacional, mas provavelmente não agradará a Israel. Donald Trump e a marcar a atualidade no Médio Oriente.

Vamos continuar a falar do presidente norte-americano, até porque o presidente dos Estados Unidos vai à cimeira do G7, onde vai também estar Volodymyr Zelensky, o presidente da Ucrânia. Donald Trump tem, ao que tudo indica, encontro com Zelensky e também com Emmanuel Macron. O que é que podemos esperar desses dois encontros, Liliana Reis?

O encontro entre Donald Trump e Zelensky ainda não está totalmente confirmado. Vão estar ambos por lá. Há a possibilidade de haver esse acordo, é uma notícia que está a ser avançada pelo jornal Le Figaro.

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