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O Méliuz (CASH3) reportou crescimento de receita e rentabilidade operacional no segundo trimestre de 2026, mas terminou o período com prejuízo líquido contábil por conta do impacto da marcação de sua posição em bitcoin. Paralelamente à divulgação dos resultados, a companhia anunciou a ampliação de sua estratégia de tesouraria em bitcoin e aprovou um novo programa de recompra de ações.
A receita líquida consolidada somou R$ 115,7 milhões entre abril e junho, avanço de 18% em relação aos R$ 97,8 milhões registrados no mesmo período de 2025. O principal motor do crescimento continuou sendo o segmento Shopping Brasil, que gerou receita de R$ 92,6 milhões, alta anual de 32%.
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O Ebitda ajustado consolidado atingiu R$ 17,3 milhões no trimestre, crescimento de 38% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada avançou 2,2 pontos percentuais, para 15,0%. Na visão dos últimos 12 meses, o indicador alcançou R$ 109,6 milhões, um recorde para a companhia, representando alta de 74% sobre o mesmo período encerrado no segundo trimestre de 2025. A margem Ebitda ajustada acumulada em 12 meses chegou a 22,1%, avanço de 6,1 pontos percentuais.
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Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 9,7 milhões, alta de 14% frente aos R$ 8,5 milhões registrados um ano antes. Contudo, considerando os efeitos contábeis ligados à posição de bitcoin, a companhia reportou prejuízo líquido consolidado de R$ 22,4 milhões, revertendo o lucro de R$ 7,6 milhões obtido no segundo trimestre de 2025.
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Segundo a companhia, o resultado foi impactado por um impairment contábil de R$ 32,1 milhões relacionado aos ativos em bitcoin. O efeito não afeta o caixa da empresa e decorre da diferença entre o preço médio de aquisição dos bitcoins e seu valor de mercado ao fim de junho. O Méliuz ressalta que essa perda poderá ser revertida parcial ou integralmente caso a criptomoeda volte a se valorizar nos próximos trimestres.
Entre os destaques operacionais, a base de usuários atingiu 54,1 milhões de contas, crescimento anual de 26%. O chamado “beyond e-commerce”, que reúne produtos complementares ao marketplace tradicional, registrou expansão de 114% na receita e já representa cerca de 21% da receita do Shopping Brasil, ante 13% há um ano.
A geração de caixa também permaneceu forte. A companhia informou ter gerado R$ 21,3 milhões de caixa no trimestre e R$ 45,3 milhões desde o início de seu programa de recompra lançado em outubro de 2025. Segundo a administração, esse fluxo foi suficiente para financiar integralmente as recompras realizadas no período.
Novo programa de recompra Mais de economia
Junto com os resultados, o Conselho de Administração aprovou o cancelamento das 9,13 milhões de ações adquiridas no programa anterior. O cancelamento reduziu em 8,1% o número de ações em circulação e, segundo a companhia, elevou em 8,46% a participação relativa dos acionistas que permaneceram na base.
Além disso, foi aprovado um novo programa de recompra para aquisição de até 8,1 milhões de ações ordinárias, equivalente a 10% do free float atual. O prazo para execução será de até 18 meses.
A administração afirma continuar enxergando as ações da companhia negociadas abaixo de seu valor intrínseco e considera a recompra uma das melhores alternativas de alocação de capital neste momento. Leia também: Axia Energia (AXIA3) lucra R$ 1,6 bilhão no 2º trimestre, alta anual de 9,5%
Estratégia de tesouraria em bitcoin ganha flexibilidade
O Méliuz também anunciou uma evolução de sua estratégia de tesouraria baseada em bitcoin. A companhia informou que passará a administrar de forma integrada sua posição de caixa, seus bitcoins e instrumentos financeiros relacionados, com o objetivo de maximizar a geração de valor para os acionistas.
A nova política permitirá utilizar liquidez para financiar recompras de ações, otimizar a estrutura de capital ou ampliar a exposição econômica ao bitcoin quando as condições forem consideradas atrativas. A empresa também poderá recorrer a instrumentos derivativos ligados à criptomoeda, como opções de compra, covered calls e cash-secured puts, mantendo uma abordagem sem alavancagem, segundo o comunicado.
Ao final de junho, o Méliuz possuía 604,7 bitcoins em custódia. A administração afirma que o objetivo estratégico de longo prazo permanece o mesmo: aumentar a exposição ao bitcoin por ação ao mesmo tempo em que busca criar valor por meio das recompras e da geração de caixa operacional.
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Equipe InfoMoney
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