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Medina supera dúvidas, retoma protagonismo e dá recado no Circuito Mundial

Com apenas duas etapas desde o retorno, o tricampeão já deixou claro: está de volta ao topo e, mais do que isso, voltou como protagonista

Medina supera dúvidas, retoma protagonismo e dá recado no Circuito Mundial
Gabriel Medina foi vice em Margaret River
Gabriel Medina foi vice em Margaret River Imagem: Beatriz Ryder/World Surf League

Ainda não foi desta vez que Gabriel Medina quebrou o jejum de vitórias no Circuito Mundial, mas, sinceramente, isso é o de menos. Com apenas duas etapas desde o retorno, o tricampeão já deixou claro: está de volta ao topo e, mais do que isso, voltou como protagonista.

Havia muita dúvida sobre como seria esse retorno. Não só pela lesão que o tirou de toda a temporada de 2025, mas também pelo longo tempo afastado das competições, pelas mudanças fora d'água (como o fim da parceria com a Rip Curl) e até por questões técnicas, como a escolha das pranchas, entre seguir com Cabianca ou testar novos caminhos com a Channel Islands.

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Mas bastaram poucas baterias para tudo isso perder relevância. Leia também: Palmieras e Flamengo polarizam Brasileirão em tudo e até em estilo de jogo

Em Bells Beach, na estreia, Medina já mostrou sinais claros do que estava por vir. Depois de quase um ano e meio sem competir, venceu quatro baterias, quatro notas na casa do excelente, encarando nomes de peso como Italo Ferreira e Yago Dora.

Gabriel Medina com troféu de segundo lugar em Margaret
Gabriel Medina com troféu de segundo lugar em Margaret Imagem: Beatriz Ryder/World Surf League

Em Margaret River, ele deu mais um passo. Chegou à final, surfando em alto nível do início ao fim, e ficou muito perto da vitória. O título escapou em detalhes - e, na visão deste que vos escreve, em uma decisão questionável de prioridade que acabou sendo determinante na bateria.

Mais do que o resultado, o que chama atenção é a forma. Mais de esporte

Por incrível que pareça, Medina parece ter voltado ainda melhor, evoluído. Mais sólido, mais potente, com uma linha mais limpa e confiante. E isso em ondas e condições que, notoriamente, não são as mais favoráveis para ele.

Os números ajudam a traduzir esse impacto imediato: um terceiro e um segundo lugar foram suficientes para colocá-lo na liderança do ranking mundial. Medina chega à Gold Coast vestindo a lycra amarela e com um cenário que, para os concorrentes, não é nada animador. Leia também: Mbappé sofre lesão na coxa semanas antes da Copa do Mundo

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Das dez etapas restantes no calendário, ele já venceu seis ao longo da carreira. E ainda há a piscina de ondas, onde, apesar de não ter competido em Abu Dhabi, já mostrou domínio ao vencer no Surf Ranch - além do fato de ser dono de uma delas e estar mais do que acostumado a surfar nessas condições.

Gabriel Medina voltou como candidato real ao título. Pelo que tem apresentado, tem tudo para transformar 2026 em mais um capítulo dominante da sua história.

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