
Ainda não foi desta vez que Gabriel Medina quebrou o jejum de vitórias no Circuito Mundial, mas, sinceramente, isso é o de menos. Com apenas duas etapas desde o retorno, o tricampeão já deixou claro: está de volta ao topo e, mais do que isso, voltou como protagonista.
Havia muita dúvida sobre como seria esse retorno. Não só pela lesão que o tirou de toda a temporada de 2025, mas também pelo longo tempo afastado das competições, pelas mudanças fora d'água (como o fim da parceria com a Rip Curl) e até por questões técnicas, como a escolha das pranchas, entre seguir com Cabianca ou testar novos caminhos com a Channel Islands.
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Mas bastaram poucas baterias para tudo isso perder relevância. Leia também: Mbappé sofre lesão na coxa semanas antes da Copa do Mundo
Em Bells Beach, na estreia, Medina já mostrou sinais claros do que estava por vir. Depois de quase um ano e meio sem competir, venceu quatro baterias, quatro notas na casa do excelente, encarando nomes de peso como Italo Ferreira e Yago Dora.

Em Margaret River, ele deu mais um passo. Chegou à final, surfando em alto nível do início ao fim, e ficou muito perto da vitória. O título escapou em detalhes - e, na visão deste que vos escreve, em uma decisão questionável de prioridade que acabou sendo determinante na bateria.
Mais do que o resultado, o que chama atenção é a forma. Mais de esporte
Por incrível que pareça, Medina parece ter voltado ainda melhor, evoluído. Mais sólido, mais potente, com uma linha mais limpa e confiante. E isso em ondas e condições que, notoriamente, não são as mais favoráveis para ele.
Os números ajudam a traduzir esse impacto imediato: um terceiro e um segundo lugar foram suficientes para colocá-lo na liderança do ranking mundial. Medina chega à Gold Coast vestindo a lycra amarela e com um cenário que, para os concorrentes, não é nada animador. Leia também: Atlético: Depois do 4X0 pro Flamengo o que fica de pé
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Das dez etapas restantes no calendário, ele já venceu seis ao longo da carreira. E ainda há a piscina de ondas, onde, apesar de não ter competido em Abu Dhabi, já mostrou domínio ao vencer no Surf Ranch - além do fato de ser dono de uma delas e estar mais do que acostumado a surfar nessas condições.
Gabriel Medina voltou como candidato real ao título. Pelo que tem apresentado, tem tudo para transformar 2026 em mais um capítulo dominante da sua história.
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