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Um mecânico de 55 anos, com um quadro de obesidade que o impede de se locomover com facilidade, foi finalmente encaminhado para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) após passar mais de 20 dias acamado em uma oficina desativada no centro da cidade. Renato Jesus Pinto, que pesa mais de 200 quilos, dependia inteiramente da solidariedade de amigos e vizinhos para suas necessidades básicas, como alimentação, e enfrentava dores intensas devido a ferimentos causados pela falta de mobilidade.
A situação de Renato ganhou atenção quando equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde, organizaram uma ação coordenada para garantir o seu atendimento emergencial e a remoção segura para uma unidade hospitalar.
Diagnóstico e Dificuldades de Acesso ao Atendimento
O mecânico apresentava um quadro de trombose e ferimentos decorrentes do longo período sem conseguir sair da cama. Ele relatou ter buscado atendimento médico anteriormente, mas que suas condições e, segundo seu relato, a forma como se apresentava em algumas unidades de saúde, dificultaram o acesso ao tratamento necessário. Dores agudas na sola do pé, diagnosticadas como fascite plantar, agravavam sua incapacidade de locomoção, impedindo-o de trabalhar e realizar atividades cotidianas.
A prefeitura informou que Renato já havia recebido alta hospitalar anteriormente, mas seu quadro de saúde se deteriorou nas últimas semanas. O acompanhamento de uma trombose já tratada e a necessidade de investigar possíveis problemas intestinais, com relatos de dias sem evacuar, demandavam exames de imagem que não conseguiam ser realizados devido à sua condição. Leia também: Alexandre Frota se oferece para pagar multa e evitar prisão de jornalista perseguido
Força-Tarefa Municipal Garante Resgate e Atendimento
Diante da gravidade da situação, a Secretaria Municipal de Assistência Social intensificou o acompanhamento, acionando também a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros para assegurar uma remoção segura. Hélida Vilela, secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, destacou que a prefeitura já vinha prestando assistência através do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) antes da piora do quadro.
Após o resgate, Renato passou por avaliação médica e exames complementares no HMC. As equipes de saúde buscam agora definir o tratamento mais adequado para suas condições, incluindo a investigação de questões intestinais que foram apontadas como uma necessidade urgente de avaliação.
O que se sabe até agora
- Renato Jesus Pinto, 55 anos, pesava mais de 200 kg e estava acamado em uma oficina em Cuiabá há mais de 20 dias.
- Ele sofria com dores intensas, trombose e ferimentos devido à falta de mobilidade.
- Vizinhos e amigos o ajudavam com alimentação e necessidades básicas.
- A prefeitura de Cuiabá, através das secretarias de Assistência Social e Saúde, organizou uma força-tarefa para o resgate.
- Defesa Civil e Corpo de Bombeiros auxiliaram na remoção segura do mecânico.
- Ele foi internado no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) para avaliação e tratamento.
Perguntas frequentes
Por que o mecânico ficou tanto tempo acamado sem atendimento?
Segundo relatos, Renato enfrentava dificuldades para acessar o atendimento médico adequado devido ao seu peso e condição de mobilidade, além de ter procurado unidades de saúde que, em sua visão, não o atenderam satisfatoriamente. Mais de noticia
Qual o papel da Assistência Social neste caso?
A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão atuou na organização da força-tarefa, no acompanhamento da situação e na articulação com outras secretarias e órgãos para garantir o resgate e o encaminhamento para atendimento médico.
Quais as principais preocupações médicas para Renato?
As principais preocupações médicas incluem o tratamento da trombose, a cicatrização de ferimentos decorrentes da imobilidade prolongada, a avaliação de possíveis problemas intestinais e o manejo da obesidade que dificulta sua locomoção e recuperação. Leia também: Falamansa tem show interrompido no São João de Caruaru após corte de som
O caso de Renato Jesus Pinto expõe as complexas barreiras que pessoas com obesidade severa e mobilidade reduzida podem enfrentar no acesso à saúde e à assistência social. A mobilização comunitária e a intervenção do poder público foram cruciais para assegurar que ele recebesse o cuidado médico de que necessitava, após um longo período de vulnerabilidade e isolamento.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui orientação médica. Consulte um profissional de saúde.


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