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Mãos fracas e visão turva: estamos ficando com 'corpo de celular'?

Mãos fracas e visão turva: estamos ficando com 'corpo de celular'?

Mãos fracas e visão turva: estamos ficando com 'corpo de celular'?

Mãos fracas e visão turva: estamos ficando com 'corpo de celular'?- Author, Thomas Germain- Role, BBC Future- Published- Tempo de leitura: 7 min Nossas preocupações com os possíveis efeitos do tempo que passamos em frente às telas normalmente se concentram na nossa mente.

Mas, recentemente, observei um pequeno calo no meu dedo mínimo, exatamente no ponto onde apoio meu telefone celular. Isso me levou a imaginar o que o aparelho estaria causando para o resto do meu corpo. Conversei com alguns especialistas para descobrir.

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E a resposta não é promissora, como você já deve estar adivinhando. As recentes descobertas da ciência indicam que os nossos celulares e seus parceiros digitais podem alterar o formato do pescoço, prejudicar a visão, afetar a capacidade motora e reduzir a força muscular dos seus usuários. As pessoas chegam a recear que a tecnologia que dirige nossas vidas possa causar aumento das rugas e que alguns desses problemas físicos talvez gerem declínios cognitivos e outros problemas mais sérios.

Não sei o que você pensa a respeito, mas eu não estou disposto a ficar simplesmente sentado assistindo (até porque o tempo que passamos sentados também é parte do problema). Felizmente, existem algumas medidas que podemos tomar para evitar que a tecnologia prejudique o nosso corpo. Deformação da espinha

Se você estiver lendo esta reportagem em um telefone celular, provavelmente está inclinando sua cabeça para olhar para baixo. Esta "postura da cabeça para frente" pode colocar até 27 kg de pressão sobre o pescoço. Ao longo do tempo, ela pode prejudicar os discos da espinha, degenerar as juntas e os músculos e até reduzir a nossa capacidade pulmonar. Leia também: 5 motivos do 'boom' econômico do Paraguai (e seus efeitos para o país)

Esta condição já tem um nome: "pescoço tecnológico". E pode alterar permanentemente a aparência do nosso corpo. Exercícios específicos com orientação médica podem ajudar a corrigir o problema.

Mas existem mudanças mais simples que podemos tomar de imediato, como segurar o celular em um ponto mais alto. Posicione a tela do aparelho no nível dos olhos, idealmente à distância de um braço em relação ao rosto. O mesmo conselho se aplica aos monitores de computador.

Especialistas afirmam que intervalos de tempo de tela podem ajudar. Tente parar por 20 minutos a cada meia hora. Pele irritada e rugas no pescoço?

Surgiu recentemente uma nova preocupação: o pescoço tecnológico causa rugas? " Teoricamente, faz sentido", segundo a dermatologista Justine Hextall, do Colégio Real de Medicina do Reino Unido.

O estresse repetitivo causa rugas. Por isso, inclinar-se para frente e dobrar o pescoço todo o tempo pode ser um problema, segundo ela. Mas não existem bons estudos comprovando esta relação, explica Hextall. Mais de mundo

Ela não recomenda usar os produtos para a pele anunciados na internet como sendo especiais para o "pescoço tecnológico". Existem outros problemas de pele preocupantes, especialmente entre os usuários de smartwatches (relógios inteligentes) que nunca tiram o dispositivo do pulso. "

Um ambiente escuro e úmido [como a área embaixo do relógio] é ótimo para criar fungos", segundo ela. " Por isso, você pode sofrer irritações ou até eczema."

O relógio também pode danificar a barreira da pele. Por isso, Hextall afirma que ele pode gerar sensibilidade a alguns dos ingredientes dos produtos tecnológicos, como níquel, borracha, látex e um grupo de substâncias conhecidas como acrilatos. Aqui, a solução é simples: tire o smartwatch do pulso com mais frequência e lave a pele. Leia também: O que é 'TikTok Farlands', o submundo da rede hackeado pelos usuários

A dermatologista também recomenda usar um creme de barreira, se você for usar o relógio o dia inteiro. Prejuízos à visão A incidência de miopia vem disparando há décadas.

E, se considerarmos o que terá mudado na nossa vida durante período, é fácil apontar a tecnologia como sendo a culpada. Talvez seja verdade, mas não da forma como pensamos, segundo o professor de optometria Donald Mutti, da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos. "

Fizemos um estudo longitudinal por mais de 20 anos do desenvolvimento dos olhos das crianças, examinando fatores de risco para o surgimento e progressão da miopia", explica Mutti. Uma questão fundamental foi se há ou não conexão entre a miopia e o "trabalho de perto"— tarefas que mantêm você concentrado em algo que está perto do seu rosto, como o celular. "

A resposta foi 'não exatamente'", segundo o professor. Mas o estudo descobriu outro motivo: o tempo passado fora de casa parece ter efeito protetor. "

A ideia é que a luz brilhante dos ambientes externos estimula a liberação de dopamina da retina", explica Mutti. E, aparentemente, este processo pode afetar o desenvolvimento dos olhos. A tecnologia faz parte de uma mudança global que nos leva a passar mais tempo em ambientes internos.

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