O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), defende que o governo não revogue a "taxa das blusinhas", como ficou conhecido o imposto sobre compras internacionais via e-commerce.
A volta da isenção é estudada pela equipe do presidente Lula (PT) para reverter uma medida que gerou impopularidade para o petista no começo do mandato. Leia também: Promotoria de Mato Grosso aprova subsídio de R$ 4.700 após STF limitar penduricalhos
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Além da resistência das varejistas nacionais, que reclamavam de uma suposta concorrência desleal com as empresas instaladas na China quando não havia imposto de importação, Uczai afirma que as compras online são um dos três pilares do endividamento das famílias que o governo tenta combater com uma nova versão do Desenrola. "Temos três razões para endividamento, na minha leitura: a taxa de juros abusiva e criminosa do Banco Central, as bets e o consumo online. A liberação das blusinhas aumenta o consumo e aumenta o endividamento", afirma.
Para o líder petista, o fim da taxa produziria uma "satisfação momentânea" com as compras, mas, a médio prazo, traria consequências para as famílias. "Eu acho que hoje não temos problema de consumo no país, de crescimento econômico. Só reduz 2% de taxa de juros, cresce, não precisa tirar imposto. Só reduz a taxa de juros", diz. Mais de politica
Apesar da opinião a favor da manutenção da taxa, Uczai afirma que o governo não terá dificuldade de aprovar a isenção no Congresso, se essa for a opção escolhida. "Não tem ninguém que vai se opor. Estamos no período pré-eleitoral, apoiar redução de imposto pega bem para todo mundo", diz. O petista também sugere que a esquerda e o governo mudem o discurso em torno da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 6x1, de redução da jornada de trabalho. "Eu acho que essa expressão de ‘dois dias para descansar’ está equivocada. É dois dias para viver, dois dias para ficar com os filhos, para namorar, amar, festejar", afirma. A bancada do PT, afirma, vai defender que a PEC tenha aplicação imediata, sem regra de transição, com redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais e o fim da escala de 6 dias trabalhados para 1 de descanso. Leia também: Gleisi Hoffmann comenta sobre Alcolumbre e diz que governo 'não pode ter inimigo dentro de casa'
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