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Ler matéria →Mamografia digital sem restrição de idade pode entrar na cobertura obrigatória dos planos ANS promove consulta pública para expandir a cobertura do exame que revela o câncer ainda em estágios iniciais A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regula os planos de saúde no país, está com uma consulta pública aberta para discutir a ampliação da cobertura da mamografia digital pelas operadoras. Segundo a entidade, a proposta prevê que o exame possa ser realizado sempre que houver indicação médica, sem restrições de idade ou gênero.
Atualmente, a cobertura é restrita para as mulheres entre os 40 a 69 anos. A mudança já foi aprovada pela Diretoria Colegiada da ANS, em reunião realizada no início do mês, e agora está sendo submetida à participação da sociedade antes da decisão final. Os interessados podem participar da Consulta Pública de número 173 por meio do site da agência até o dia 11 de julho.
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O que é a mamografia digital? A mamografia digital é um exame de raio-x enquadrado como uma das principais técnicas para a detecção precoce do câncer de mama. Ela é considerada uma versão avançada do método tradicional e oferece vantagens como menor tempo de compressão da mama durante o exame, menor exposição à radiação, e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.
Assim, diante da importância do procedimento, a ANS defende que deve ser feita uma atualização na cobertura oferecida pelas operadoras. “ Com a evolução tecnológica e a ampla utilização da mamografia digital nos serviços de saúde, entendemos que não há mais justificativa para manter restrições de idade ou gênero para um exame tão importante”, justificou, em nota, a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Lenise Secchin.
Como é feita a mamografia? A mamografia é um exame de raio-x realizado em um aparelho chamado mamógrafo. O equipamento comprime levemente a mama e gera imagens de alta resolução, capazes de revelar a presença de um tumor antes mesmo que ele seja perceptível ao toque— ou seja, nos estágios iniciais, quando o câncer ainda tem menos de um centímetro. Mais de saude
Por que ela é importante? A detecção nessa fase inicial faz toda a diferença, porque, como mostram dados do Ministério da Saúde, se diagnosticado precocemente, o câncer de mama tem até 95% de chance de cura. Nesse estágio, os tumores têm no máximo dois centímetros e ainda não apresentaram ramificação para os linfonodos— os chamados “gânglios” ou “ínguas”— nas axilas, nem para outros órgãos. Leia também: O cigarro mudou ganha destaque após novo desdobramento em o cigarro mudou
A descoberta precoce também reduz a necessidade de procedimentos mais invasivos. Por exemplo, quando o diagnóstico chega cedo, diminuem as chances de retirada da mama e de necessidade de quimioterapia. Esses são números que importam muito, já que o câncer de mama é o tipo mais incidente entre as brasileiras— com exceção dos tumores de pele não melanoma— e a principal causa de morte por câncer nessa população.
Para ter ideia, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que ocorram 78.610 novos casos por ano até 2028. Além disso, em 2024, por exemplo, o país somou 20.849 mortes causadas pela doença. É justamente por isso que a mamografia é considerada uma ferramenta indispensável para o rastreamento da doença e a utilização de versões mais modernas é sempre bem-vinda.
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