Colômbia: Grupo de 99 guerrilheiros entrega armas em ato pela "paz total"
Ler matéria →Mais altos, mais rápidos, mais velhos: como o corpo dos melhores jogadores de futebol mudou nos últimos 50 anos

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- Author, Fernando Duarte
- Role, Serviço Mundial da BBC
- Published Há 1 hora
- Tempo de leitura: 8 min
Dois gols históricos ocorridos na Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino contam a história de uma transformação radical do futebol e do corpo dos seus atletas de elite.
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Em 30 segundos tensos e espetaculares na Copa de 1970, no México, a seleção brasileira trabalhou a bola com oito jogadores, até o poderoso chute a gol do capitão e lateral-direito Carlos Alberto Torres (1944-2016).
O quarto gol da seleção contra a Itália na final de 1970 é considerado um dos maiores momentos da história das Copas.
Cinco décadas depois, uma manobra similar de sete passes da Argentina contra a França, na final de 2022 (convertida em gol pelo ponta-direita Ángel Di Maria), levou apenas 12 segundos. Leia também: Por que o polêmico bilionário de tecnologia Peter Thiel se mudou
O gol de 1970 "não teria ocorrido nos dias de hoje", explica o professor Orlando Laitano, da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos. Ele é um dos principais especialistas em fisiologia do exercício.
Se aquela seleção brasileira pudesse viajar no tempo, sua jogada provavelmente seria interceptada pelos adversários modernos. E "o desequilíbrio maior não seria o talento, mas a fisiologia", segundo Laitano.

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Laitano trabalhou com a seleção brasileira durante a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Ele afirma que os jogadores de futebol modernos são biologicamente diferentes dos seus predecessores. Mais de mundo
O professor explica que a evolução dos exercícios, da medicina e da forma de disputa das partidas fez com que o futebol de elite se tornasse uma batalha por cada centímetro de espaço no campo de jogo.

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Os dados das últimas cinco décadas mostram que os principais jogadores passaram a ser mais altos e magros, segundo pesquisadores da Universidade de Wolverhampton, no Reino Unido.
Eles compararam informações de milhares de jogadores da principal divisão de futebol da Inglaterra, entre os anos 1970 e 2020 (a Primeira Divisão até 1992 e a Premiere League nos anos seguintes, que reúne atualmente grande parte dos jogadores de elite de todo o mundo).
A altura média dos jogadores aumentou em mais de 4 cm entre 1973 e 2013. Esta tendência prosseguiu na década seguinte entre os goleiros e zagueiros, mas a altura média dos meio-campistas e atacantes sofreu uma pequena redução.
Os pesquisadores também concluíram que os jogadores da principal divisão inglesa "estão ficando mais angulares e ectomorfos". Isso significa que eles tendem a ser cada vez mais altos e magros, com estrutura leve e membros longos.
Esta tendência é indicada pelo aumento das avaliações em uma medida conhecida como Recíproco do Índice Ponderal (RIP), que mede a altura em relação ao peso, de forma a destacar a magreza.

Correndo (muito mais) para vencer

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