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Maioria do TST dá aula paga sobre como ganhar ações no tribunal, e presidente fala em corte de salário

Lucas Marchesini Brasília O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho ), o ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho , dividiu juízes trabalhistas em "azuis" e

Maioria do TST dá aula paga sobre como ganhar ações no tribunal, e presidente fala em corte de salário
Lucas Marchesini
Brasília

O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), o ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, dividiu juízes trabalhistas em "azuis" e "vermelhos" durante discurso em Brasília, na sexta-feira (1º).

Mello Filho se incluiu no grupo dos vermelhos, que ele caracterizou como os que tem uma causa. "Nós vermelhos temos causa, não temos interesse", disse, dirigindo-se a quem, segundo ele, "fica divulgando isso no país".

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Ao concluir, foi aplaudido pela plateia. "Nós temos uma causa e eles que se incomodem com a nossa causa", afirmou. Em seguida, disse não ter "preocupação com os azuis, mas com os vermelhos". Leia também: Ministério Público de SP cria penduricalho para comarca de difícil provimento

A fala do ministro foi divulgada pelo jornal O Estado de S.Paulo, que teve acesso a um vídeo com a íntegra do discurso.

A fala ocorreu no encerramento do 22º Congresso Nacional da Magistratura do Trabalho, realizado em Brasília entre os dias 30 de abril e 2 de maio. O evento debateu inteligência artificial, sustentabilidade e direito do trabalho.

No discurso, o presidente do TST também defendeu os sindicatos, criticou a pejotização e classificou como "terraplanismo jurídico" a visão de que a Justiça do Trabalho seria um empecilho ao desenvolvimento econômico. Mais de politica

Vieira de Mello afirmou, em entrevista para a Folha publicada na quinta-feira (30), que a adoção da prática em larga escala pode levar a uma ruptura do tecido social.

"A Constituição é democrática e social. Ela não é liberal. O problema é a interpretação que se quer dar a ela, mudando a sua natureza. Se coloco a pejotização como única forma de contratação, o que vai acontecer? A ruptura do tecido social", afirmou. Leia também: Conselho de Ética da Câmara recomenda suspensão de três deputados

Mello Filho assumiu o TST em setembro do ano passado e seu mandato se encerra em 2027.

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