Gigantes da tecnologia gastam bilhões em IA sem garantia de retorno
Ler matéria →Astrônomos liderados por Carlos Marrero-de la Rosa, do Instituto de Astrofísica das Canárias, determinaram pela primeira vez os limites externos de IC 1101, uma das maiores estruturas galácticas já observadas. O estudo foi divulgado em julho deste ano e confirmou que o objeto é a maior galáxia conhecida.
A pesquisa utilizou imagens ultraprofundas obtidas pelo Telescópio Isaac Newton, no Reino Unido, para identificar a região onde a luz da galáxia se torna indistinguível do ambiente ao redor. O resultado apontou uma extensão de cerca de 520 quiloparsecs, equivalente a aproximadamente 1,7 milhão de anos-luz.
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A descoberta ajuda a compreender como as maiores galáxias do Universo se formam e crescem ao longo de bilhões de anos. IC 1101, localizada no centro do aglomerado de galáxias Abell 2029, mantém sinais de que ainda incorpora matéria ao seu redor.
A busca pelo limite de uma gigante cósmica

As chamadas galáxias mais brilhantes de aglomerados, conhecidas pela sigla BCG, estão entre os maiores sistemas estelares existentes. Elas aumentam de tamanho ao longo da história cósmica ao absorver outras galáxias menores, acumulando estrelas e formando extensos halos luminosos.
O desafio para medir essas estruturas está justamente em definir onde termina a galáxia e onde começa o material espalhado pelo aglomerado ao redor. As regiões externas de uma BCG costumam se misturar com a luz difusa presente entre as galáxias, tornando sua fronteira difícil de identificar. Leia também: Gigantes da tecnologia gastam bilhões em IA sem garantia de retorno
IC 1101 já era considerada uma candidata a ocupar o posto de maior galáxia conhecida. Antes do novo levantamento, sua dimensão havia sido estimada em cerca de 607 quiloparsecs. Para refinar essa medição, os pesquisadores recorreram a observações mais profundas e a um tratamento detalhado das imagens.
Um dos principais obstáculos foi separar a luz real da galáxia do brilho espalhado por estrelas próximas. Esse efeito, causado pela dispersão da luz dentro do sistema óptico do telescópio, poderia esconder justamente as regiões mais fracas da estrutura.
Para resolver o problema, a equipe criou um modelo específico do comportamento da imagem produzida pelo telescópio, usando dezenas de estrelas de calibração com diferentes intensidades luminosas. Depois, aplicou esse modelo para remover a interferência de mais de 250 estrelas presentes nas imagens.
Com a correção dos dados, os pesquisadores conseguiram observar a queda gradual do brilho de IC 1101 conforme a distância ao centro aumentava. Essa análise indicou que o limite da galáxia está aproximadamente a 260 quiloparsecs do núcleo, formando um diâmetro total próximo de 520 quiloparsecs. Mais de tecnologia
A estimativa também aponta que a galáxia reúne cerca de 3,4 trilhões de massas solares apenas em estrelas. Para comparação, a extensão da Via Láctea é de aproximadamente 30 quiloparsecs, enquanto sua massa total, incluindo matéria escura, é calculada entre 1 e 1,5 trilhão de massas solares.
Uma galáxia que ainda está crescendo

Apesar do tamanho extraordinário, IC 1101 não aparece como uma estrutura completamente finalizada. Durante as observações, os cientistas encontraram oito formações estelares extensas e assimétricas em suas áreas externas.
Duas dessas estruturas coincidem com perturbações já observadas no gás quente do aglomerado por meio de raios X. A associação indica que a galáxia continua acumulando material e passando por processos de crescimento. Leia também: Hora de trocar o notebook: veja uma seleção com ótimas opções em promoção
De acordo com a equipe responsável pelo estudo, as regiões periféricas de IC 1101 apresentam sinais claros de montagem contínua de massa. Essa interpretação reforça a ideia de que a galáxia segue evoluindo, em vez de representar um sistema completamente estável.
Os resultados também são compatíveis com uma pesquisa anterior baseada em observações de raios X, que identificou perturbações semelhantes como possíveis vestígios de uma colisão ocorrida entre 2 bilhões e 3 bilhões de anos atrás envolvendo outro grupo de galáxias.
A análise de IC 1101 oferece uma nova visão sobre o desenvolvimento das maiores galáxias do Universo. Ao revelar sua dimensão com maior precisão, o estudo mostra que esses gigantes cósmicos carregam registros de sua própria formação e continuam mudando ao longo do tempo.
Wagner Edwards
Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.
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