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Maior Copa do Mundo da história tem previsão de movimentar mais de R$ 200

Com previsão de injetar US$ 41 bilhões (cerca de R$ 205 bilhões pela cotação atual) na economia e gerar mais de 800 mil empregos, segundo projeções do Bank of America

Maior Copa do Mundo da história tem previsão de movimentar mais de R$ 200
Trabalhador próximo da aeronave que irá transportar a seleção da Argentina durante a Copa do Mundo FIFA de 2026, no Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires - 22/05/2026 (Foto: REUTERS/Francisco Loureiro)
Trabalhador próximo da aeronave que irá transportar a seleção da Argentina durante a Copa do Mundo FIFA de 2026, no Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires - 22/05/2026 (Foto: REUTERS/Francisco Loureiro)

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A Copa do Mundo de 2026 ainda nem começou, mas já movimenta cifras capazes de colocar o torneio entre os maiores eventos econômicos do planeta. Com previsão de injetar US$ 41 bilhões (cerca de R$ 205 bilhões pela cotação atual) na economia e gerar mais de 800 mil empregos, segundo projeções do Bank of America, parceiro oficial da FIFA, o Mundial que será disputado em Estados Unidos, Canadá e México reforça o futebol como uma das maiores plataformas globais de negócios da atualidade.

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A edição de 2026 terá um tamanho inédito. Pela primeira vez, serão 48 seleções e 104 partidas, ampliando o alcance internacional da competição e multiplicando oportunidades comerciais em praticamente todos os setores ligados ao entretenimento. O impacto vai muito além dos gramados. Turismo, varejo, mídia, tecnologia, marketing esportivo, streaming e produção de conteúdo já se preparam para um ciclo bilionário de receitas.

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A expansão do torneio cria uma expectativa de crescimento expressivo em investimentos publicitários, ativações de marca e experiências voltadas ao engajamento dos torcedores. O Mundial deixou de ser apenas um campeonato de futebol para se transformar em uma plataforma de negócios capaz de conectar marcas a audiências globais em escala inédita. Leia também: Medley vê “nova fase” com possível compra pela EMS e mira crescer além dos

“A Copa do Mundo é uma verdadeira indústria global de impacto econômico. Estamos falando de um evento capaz de movimentar bilhões, gerar milhares de empregos e criar oportunidades em setores que vão do turismo e varejo à tecnologia, mídia e marketing esportivo. Para marcas, clubes e empresas, será uma janela estratégica de conexão com audiência, posicionamento e geração de negócios em escala mundial”, afirma Rene Salviano, CEO da Heatmap.

A ampliação do número de seleções também representa uma abertura de novos mercados consumidores para patrocinadores globais. Mais países envolvidos significam maior audiência internacional, crescimento nas interações digitais e aumento no consumo de experiências ligadas ao futebol. Em um cenário dominado por múltiplas telas e plataformas, a Copa se torna uma vitrine estratégica para empresas interessadas em ampliar presença digital e relacionamento com consumidores.

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O movimento acompanha uma transformação no próprio marketing esportivo. Hoje, exposição de marca já não basta. Empresas buscam construir relacionamento, coletar dados e criar ecossistemas de serviços a partir da paixão do torcedor.

“A Copa do Mundo é o ápice da monetização da paixão do torcedor. Marcas que conseguem transformar engajamento em ecossistema de serviços capturam valor muito além do período do evento. Hoje não basta patrocinar. As marcas precisam criar experiências, dados e relacionamento. A Copa virou uma plataforma de negócios, não apenas de visibilidade”, analisa Bruno Brum, executivo da End to End. Mais de economia

O ambiente digital será um dos principais motores financeiros da competição. O crescimento do consumo simultâneo de conteúdo em streaming, redes sociais e plataformas de social commerce faz com que a Copa seja vista como oportunidade para acelerar estratégias envolvendo creators, inteligência de dados e experiências personalizadas.

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A expectativa do mercado é de uma explosão de campanhas publicitárias ligadas ao torneio, além de novas ativações em aplicativos, transmissões interativas, experiências imersivas e programas de fidelização conectados ao futebol. O objetivo das marcas é transformar audiência em consumo recorrente, aproveitando o período de maior atenção global do esporte. Leia também: Dívidas? Decolar vê busca por viagens em julho aumentar 40%; veja destinos

“Com a ampliação para 48 seleções, a Copa do Mundo de 2026 entra em uma nova dimensão de alcance e consumo. O torneio passa a envolver ainda mais mercados, ativações e plataformas digitais, criando um ecossistema de oportunidades para patrocinadores, empresas e para toda a cadeia do esporte. O impacto econômico estimado mostra como o futebol hoje é também um motor de negócios, inovação e geração de emprego em escala global”, afirma Fábio Wolff, sócio diretor da Wolff Sports.

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Com números que rivalizam com o PIB nominal de diversos países (como Honduras, Geórgia, El Salvador, Senegal, Líbano e Bósnia Herzegovina), a Copa de 2026 evidencia como o futebol se consolidou como um dos maiores ativos globais de entretenimento. Mais do que uma competição esportiva, o torneio se transformou em uma engrenagem bilionária que mobiliza marcas, tecnologia, mídia e consumo em escala mundial.

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Danilo Lavieri

Danilo Lavieri é jornalista experiente em cobertura de esportes, especialmente em bastidores e negócios do mundo do futebol. Atualmente, é colunista do UOL e comentarista do Canal UOL, com passagens por Abril, iG e Máquina do Esporte, com direito a coberturas de três Copas e outras importantes competições de futebol de clubes e seleções.

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