Um homem foi condenado injustamente com base em denúncia comprovadamente falsa feita pelo senador. A vítima foi acusada de estuprar a própria filha, fato que provou não ser verdade.
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As ofensas foram publicadas nas redes sociais do parlamentar durante a campanha eleitoral de 2022, chamando a vítima de "rataiada" e contestando denúncias de tortura.
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O caso teve origem em 2009, quando Luiz Alves Lima foi falsamente acusado de estupro contra a própria filha de 2 anos, repercutindo na CPI da Pedofilia.
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Em 2012, novos laudos médicos provaram que as lesões na criança decorriam de micose, resultando na absolvição de Luiz após ele passar um período detido.
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Durante a prisão, a vítima sofreu graves torturas e perdeu parte da visão, recebendo posteriormente uma pensão mensal de R$ 2 mil paga pelo Estado.
Senador Magno Malta, do Espírito Santo — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado Leia também: Justiça tem recorde no número de medidas protetivas concedidas a mulheres
A Justiça do Espírito Santo tornou réus o senador Magno Malta (PL) e o delegado aposentado Márcio Lucas Malheiros de Oliveira por publicações feitas nas redes sociais em 2022. Na ocasião, o parlamentar e o ex-policial atacaram Luiz Alves Lima, condenado injustamente com base em denúncia comprovadamente falsa feita por Magno em 2009.
A decisão foi tomada após audiência de conciliação, na última quinta-feira (28), realizada pela juíza Gisele Souza de Oliveira, da 4ª Vara Criminal de Vitória, que terminou sem acordo.
A Justiça tentou encerrar o caso antes da abertura formal da ação penal. Como não houve consenso, o processo seguirá normalmente na esfera criminal.
Responsável pela defesa de Luiz Alves de Lima, a advogada Patrícia Nunes Romano Tristão Pepino evitou entrar em detalhes sobre o caso.
"Todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis vêm sendo adotadas para a adequada condução e apuração dos fatos, ressaltando que se trata de um caso de extrema sensibilidade, cuja condução exige cautela, responsabilidade e respeito às particularidades envolvidas", disse. Mais de politica
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Entenda o caso
A queixa-crime foi apresentada após a publicação de vídeos nas redes sociais de Magno Malta, em . Segundo os autos, os conteúdos foram divulgados no Facebook, Instagram, YouTube e Twitter do senador durante o período eleitoral, quando ele tentava retornar ao Senado. Leia também: Flávio Dino cancela ida ao Fórum de Lisboa após acidente doméstico; ministro
De acordo com o processo, nas gravações Magno se refere ao autor da ação usando expressões como "rataiada" e afirma que determinadas pessoas "saem do esgoto" em época de eleição para "requentar mentiras".
Nos vídeos, o delegado aposentado Márcio Lucas também aparece defendendo a atuação policial em uma falsa denúncia feita pelo próprio Magno contra Luiz Alves.
O caso citado por Magno Malta e pelo ex-delegado tem origem em um processo criminal de 2009, quando Luiz Alves foi falsamente acusado de estupro de vulnerável contra a própria filha, então com dois anos.
Os autos apontam ainda que, nos vídeos em que contestam relatos de tortura sofrida por Luiz Alves durante o período em que esteve preso, em 2009, o ex-delegado classifica as acusações sobre uma suposta articulação política para a prisão como uma "grotesca conspiração" e um "verdadeiro circo".
A defesa de Luiz Alves sustenta que as declarações tiveram o objetivo de atacar sua honra e descredibilizá-lo publicamente, principalmente por terem sido feitas em redes sociais com ampla repercussão. Por isso, a ação pede a condenação dos dois pelos crimes de difamação e injúria.
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