Lula vs Bolsonaro : compare o histórico de saúde dos rivais políticos
Os dois têm quadros de saúde distintos, mas marcados por intervenções e monitoramento médico Na última semana, a saúde dos adversários Jair Messias Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve em foco após as equipes dos dois políticos indicarem que eles precisariam passar por procedimentos cirúrgicos. Na quarta-feira, 22,
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Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a realização de uma operação no ombro direito. O procedimento estava inicialmente previsto para os dias 24 ou 25 de abril, mas ainda aguarda a liberação. Sem relação direta com os outros problemas de saúde recentes vivenciados pelo ex-presidente,a intervenção busca reparar o manguito rotador – conjunto de tendões e músculos importante para a estabilidade e os movimentos do ombro.
Dias depois, na manhã de sexta-feira, 24, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi submetido à retirada de um carcinoma basocelular no couro cabeludo, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O tumor é o tipo mais comum de câncer de pele e, quando tratado precocemente, costuma ter um bom prognóstico. O procedimento, já programado há pelo menos um mês, durou aproximadamente uma hora e transcorreu sem intercorrências.
As cirurgias são apenas alguns dos procedimentos de saúde realizados por Bolsonaro e Lula nos últimos anos. Os políticos, de 71 e 80 anos, respectivamente, acumulam um histórico médico parrudo, marcado por diferentes tipos de intervenções e tratamentos. A seguir, confira um panorama da saúde de cada um. Leia também: A nova doença que arruína o fígado e gera preocupação global
O que é a lesão de ombro de Bolsonaro A lesão no manguito rotador é o problema de saúde mais recente enfrentado pelo ex-presidente, até onde se sabe. Esta parte do corpo é um conjunto de músculos e tendões que “conectam” a região do ombro ao úmero, o grande osso do braço que vai até o cotovelo.
A estrutura é responsável por estabilizar a articulação e promover os movimentos característicos dessa parte do corpo. Problemas na região podem surgir por várias causas, que incluem o desgaste natural (mais comum em pessoas idosas), traumas, inflamações crônicas, alterações estruturais que modificam ossos e músculos vizinhos, entre outras razões. O quadro pode ser extremamente doloroso, agravando-se com o tempo a ponto de impedir os movimentos do ombro afetado.
Essa, inclusive, é a alegação da equipe do ex-presidente para que a cirurgia seja feita agora, afirmando que Bolsonaro convive com dores persistentes e incapacidade funcional. No caso de Bolsonaro, embora não se saiba a origem exata da lesão, uma das hipóteses sugeridas é que o manguito rotador tenha sido lesionado quando o político sofreu uma queda na cela onde estava, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, no mês de janeiro. Desde então, o ex-presidente enfrentou outras questões de saúde, que fizeram com que a Justiça autorizasse seu retorno à prisão domiciliar.
Histórico de saúde de Bolsonaro A trajetória de Jair Bolsonaro tem sido marcada por problemas com a Justiça e com a própria saúde. Em abril do ano passado, ele precisou se submeter a uma longa cirurgia para corrigir uma obstrução intestinal, associada aos problemas crônicos que enfrenta desde que foi atacado com uma faca durante a campanha eleitoral de 2018.
Não é a primeira vez que ele precisou fazer cirurgias para lidar com as consequências da facada. Também em 2025, Bolsonaro foi diagnosticado com um quadro de esofagite que o obrigou a cancelar a agenda inteira de julho, vivenciando ainda episódios crônicos de soluço. Em paralelo, o ex-presidente descobriu e operou um carcinoma in situ, um tipo pouco agressivo de câncer de pele. Mais de saude
Em novembro, Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica enquanto estava em prisão domiciliar, atribuindo o episódio — que o fez ir para a prisão — a um surto de alucinações associado ao uso de medicamentos. Já no final do ano, ele ainda precisou operar uma hérnia inguinal, e nos primeiros dias de janeiro sofreu a queda que poderia explicar o atual problema no ombro. Mais recentemente, em março, o ex-presidente esteve internado na UTI com uma broncopneumonia acompanhada de problemas na função renal.
Os episódios do mês passado fizeram com que Bolsonaro acabasse voltando à prisão domiciliar, em função da saúde debilitada. Segundo os médicos do ex-presidente, foi também durante essa internação que os diversos exames realizados no hospital revelaram o problema no manguito rotador. Carcinoma basocelular de Lula
Já o presidente Lula recebeu, recentemente, o diagnóstico de carcinoma basocelular. Esse é o tipo mais frequente de câncer de pele e também o menos agressivo. O tumor ocorre principalmente devido à exposição aos rios UV do sol ao longo dos anos e predisposição genética, embora outros fatores possam contribuir. Leia também: Narcolepsia ganha destaque após novo desdobramento em narcolepsia: entenda o distúrbio que causa sono incontrolável durante o dia doença rara é caracterizada pelo sono excessivo e pode aumentar risco
A doença pode ser identificada por meio de sintomas como manchas ou feridas que não cicatrizam, nódulos, lesões avermelhadas ou áreas brilhantes na pele. No caso do presidente, a lesão foi retirada por meio de cirurgia, seguida de biópsia, cujo resultado deverá ser divulgado nos próximos dias. A cirurgia transcorreu sem complicações e Lula teve alta no mesmo dia.
Relembre últimas operações do presidente Desde que voltou à presidência, Lula já se submeteu a algumas cirurgias. Em janeiro de 2026 , passou por uma procedimento para tratar catarata no olho esquerdo.
Foi a segunda vez que realiza uma operação para este fim — a primeira foi em 2020, no olho direito. Tipicamente associada ao envelhecimento, a catarata é corrigida com uma cirurgia considerada relativamente simples e, com frequência, os pacientes são liberados para voltar para casa no mesmo dia. Em novembro de 2024, Lula, como Bolsonaro, sofreu uma queda, mas no Palácio da Alvorada, que desencadeou uma hemorragia intracraniana.
Como parte do tratamento, foi necessário realizar uma trepanação, um tipo de cirurgia em que os médicos fazem um pequeno orifício no crânio com um instrumento chamado trépano. A técnica tem diversos objetivos, como aliviar a pressão dentro da cabeça (o que é necessário em casos de sangramento), permitir o acesso a áreas do cérebro para tratamento ou possibilitar a colocação de dispositivos médicos. Lula se recuperou bem do ocorrido.
Por fim, em 2023, Lula realizou uma operação para retirada de uma lesão nas cordas vocais que intensificava sua rouquidão. Em setembro desse mesmo ano, fez uma artroplastia (colocação de prótese no quadril) para corrigir uma artrose. Depois, passou por uma blefaroplastia para retirada de excesso de pele nas pálpebras.
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