Lula viaja a SP para fazer dois procedimentos médicos nesta sexta-feira Presidente será atendido no Hospital Sírio-Libanês; entenda os tratamentos O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viaja nesta quinta-feira (23) para São Paulo, onde vai realizar dois procedimentos cirúrgicos simples na próxima sexta, no Hospital Sírio-Libanês. Uma das cirurgias tratará de uma queratose na cabeça, uma pequena lesão no couro cabeludo.
Em fevereiro, Lula realizou o mesmo procedimento em uma clínica particular na capital paulista, após reclamar de incômodo na região. A retirada é considerada simples e rápida. O outro procedimento diz respeito ao tratamento de uma infiltração no polegar direito do presidente, causada por tendinite.
Segundo a assessoria de imprensa do Planalto, os tratamentos não exigem preparo prévio ou repouso pós-cirúrgico. Lula, no entanto, não deve passar o fim de semana todo em São Paulo. No domingo, o presidente tem agendas marcadas no 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília.
O evento vai reunir parlamentares e 600 delegados do partido para discutir os próximos passos e programas visando as eleições de outubro. Cirurgias de Lula A queratose é considerada uma alteração da camada mais superficial da pele (camada córnea), com hipertrofia e aspecto escamoso ou verrucoso.
Há três tipos da condição: a queratose actínica, a seborreica e a folicular. A actínica surge normalmente em áreas expostas ao sol como face, orelhas, couro cabeludo (em calvos), colo, dorso das mãos e antebraços. Quando localizada nos lábios, são chamadas queilite actínica. Leia também: Lula quer volta ao trabalho de agentes da PF afastados
A CNN Brasil conversou com a dermatologista Ana Carolina Sumam, que explica que este é o tipo mais preocupante. " A queratose que mais nos preocupa é a queratose actínica, pois ela pode evoluir para câncer de pele.
Trata-se de uma lesão diretamente relacionada à exposição solar acumulada ao longo da vida. " Indivíduos com pele mais clara, cabelos loiros ou avermelhados e olhos claros, como os azuis ou verdes, tendem a ter maior propensão ao surgimento dessas lesões.
Elas geralmente se manifestam como manchas avermelhadas ou levemente amarronzadas, com uma textura áspera. Já a queratose seborreica é uma alteração cutânea não-maligna, normalmente de formato circular ou assimétrico, com tonalidade que varia do castanho ao marrom-escuro ou preto, e superfície de aspecto verrucoso. Surge com maior frequência na face e no tronco, podendo aumentar de tamanho e tornar-se mais saliente.
Em geral, está associada a fatores genéticos. Por fim, a queratose folicular manifesta-se por meio de pequenas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, observadas sobretudo nos braços, pernas, nádegas e bochechas. Elas são decorrentes do acúmulo de queratina nos folículos pilosos e deixam a pele com uma textura áspera e seca. Mais de noticia
Costuma atenuar-se com o passar dos anos, havendo indícios de predisposição genética. Sintomas A queratose pilar pode surgir em qualquer fase da vida, sendo mais frequente na infância.
Entre as manifestações mais comuns, destacam-se: - Pequenas elevações indolores, geralmente localizadas na face externa dos braços, coxas, bochechas ou nádegas; - Pele seca e de textura áspera nas regiões afetadas; - Tendência de agravamento em períodos de clima mais seco ou com baixa umidade do ar; - Aspecto de "lixa" ao toque, semelhante à pele arrepiada. Tratamento Ceratose seborreica: Leia também: John Textor é afastado da SAF do Botafogo por Tribunal Arbitral
Por serem lesões benignas, frequentemente não necessitam intervenção, exceto em casos de desconforto ou prurido. Quando indicado, o tratamento pode ser realizado por crioterapia, eletroterapia ou cauterização química, procedimento ao qual o presidente Lula foi submetido. Ceratose pilar:
A abordagem baseia-se no uso de agentes ceratolíticos, como o ácido salicílico, associado à hidratação adequada da pele. Ceratose actínica: Por se tratar de lesões pré-malignas, recomenda-se tratamento.
A escolha terapêutica varia conforme o tamanho e a profundidade das lesões. Entre as opções, estão: crioterapia com nitrogênio líquido; curetagem associada à eletrocoagulação; uso de cremes tópicos, como 5-fluorouracil (5-FU), que também atua em lesões subclínicas; imiquimode a 5%; mebutato de ingenol; e excisão cirúrgica com encaminhamento para exame anatomopatológico, especialmente quando houver suspeita de carcinoma espinocelular.
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