Copa de 98 volta ao centro do debate na temporada
Ler matéria →Aprovação pelos EUA não garante vinda de embaixador de Trump ao Brasil Apesar da aprovação pelo Senado dos EUA, governo do Brasil não deve acelerar a análise do embaixador indicado por Trump ao país Daniel Pérez recebeu o aval do Senado norte-americano para assumir a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Isso, no entanto, não garante sua vinda à Brasília, já que o processo ainda depende da aprovação do governo Lula— que não deve ser acelerado apesar da pressão vinda de Washington.
A indicação de Donald Trump ao posto foi aprovada por 51 votos contra 47. Mesmo assim, o Metrópoles apurou, junto a fontes ligadas à diplomacia brasileira, que a análise sobre o aval a Pérez só deve ocorrer após as eleições em outubro. Nos corredores da diplomacia brasileira, a demora em conceder o agrément ao indicado por Trump é explicada pela falta de compromisso dos EUA em seguir protocolos diplomáticos.
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de WhatsApp do MetrópolesO anúncio da indicação de Pérez aconteceu em 1º de junho, antes mesmo de o pedido formal de agrément— como é conhecida a solicitação para um diplomata assumir um posto— ser apresentado ao governo brasileiro. Além disso, o Brasil diz seguir a Convenção de Viena sobre relações diplomáticas, em que não está estipulado um prazo para a concessão do aval. Quem é Daniel Pérez?
- Daniel Pérez é filiado ao Partido Republicano, o mesmo de Donald Trump.- O indicado para assumir a Embaixada dos EUA no Brasil fez carreira na política da Flórida.- Ele foi eleito para seu primeiro cargo público em 2017 pelo estado e, antes de ser nomeado embaixador, atuava como presidente da Câmara dos Representantes da Flórida.
- Pérez é filho de imigrantes cubanos, assim como o chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio.- Nas redes sociais, o político já se mostrou alinhado com a política externa de Trump, principalmente no que diz respeito às críticas contra governos de esquerda na América Latina. Antes de conceder ou não o aval, o país anfitrião costuma realizar consultas reservadas e uma análise sobre o histórico do diplomata indicado. Leia também: Esporte: Panorama de Notícias sobre Futebol e Finanças de Clubes

O objetivo é verificar eventuais antecedentes, condutas ou posicionamentos que possam desaboná-lo ou comprometer o exercício de suas funções. É nessa etapa que atualmente se encontra o processo de análise da indicação do futuro embaixador dos Estados Unidos no Brasil. O agrément a Pérez, contudo, não deve ser concedido nos próximos dois meses.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou a diplomacia brasileira a não conceder aval para novos embaixadores até o fim das eleições. Retaliação Os Estados Unidos, no entanto, enxergam a situação de outra maneira.
Para o Departamento de Estado norte-americano, o Brasil tem criado obstáculos e não age “corretamente” no processo. Como forma de pressionar o governo brasileiro a aceitar a indicação de Trump para o Brasil, os EUA decidiram punir a embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. Na terça-feira (4/8), a diplomacia norte-americana anunciou a revogação do visto da diplomata, e afirmou que o documento só será devolvido quando Pérez for aceito no Brasil.
Apesar disso, Viotti segue no cargo em Washington, já que não foi declarada persona non grata (que não é bem-vinda em um país) pelos EUA. Outros postos sem embaixadores Pérez não é o único embaixador ou chefe de missão diplomática, escolhido por Trump, que ainda não assumiram postos no exterior. Segundo levantamento realizado pelo Metrópoles, todos os 20 nomes indicados pelo presidente dos EUA em 1º de junho ainda aguardam trâmites diplomáticos.
O Brasil foi o único país punido pela suposta demora em aprovar a indicação presidencial. Desmatamento na Amazônia atinge menor nível em uma década O desmatamento na Amazônia nos últimos 12 meses atingiu o nível mais baixo em uma década, anunciou o governo federal nesta sexta-feira (07/08). No período de referência entre agosto de 2025 e julho de 2026, foram desmatados 2.874 km² na parte da floresta que pertence ao território brasileiro, de acordo com dados de satélite coletados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Mais de esporte
Isso representa uma queda de 37% em relação aos 12 meses anteriores, quando o número se aproximava de 4,5 mil km². Trata-se do menor nível para esse período desde o início desse tipo de monitoramento, em 2016, e está 55,6% abaixo da média dos últimos dez ciclos (2015/2016 a 2024/2025). O Pará, cuja capital, Belém, sediou a cúpula climática COP30 em 2025, liderou a lista dos estados mais afetados, com 987 km² sob alerta.
No entanto, o número representa uma queda de 25,5% em relação ao ciclo anterior. Em segundo lugar ficou o estado do Mato Grosso, na fronteira agrícola do país, com 834 mil km² desmatados, o que reflete uma redução drástica de 49% em relação ao ano anterior. O Cerrado, por sua vez, registrou o menor nível de desmatamento nos últimos cinco ano.
Entre agosto de 2025 e julho de 2026, os alertas registraram 5.119 km² de áreas desmatadas, uma queda de 7,8% em relação ao período anterior. Lula reforça meta de desmatamento zero até 2030 Os dados foram comemorados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na apresentação dos dados na sede do Inpe, em São José dos Campos (SP). Leia também: Esporte: Veja o panorama do Brasileirão e Série D
" Assumimos um compromisso que ninguém pediu para a gente assumir: chegar ao desmatamento zero até 2030. Se a gente continuar no ritmo que a gente está, com a seriedade que a gente está e colocando os recursos necessários, a gente pode atingir [essa meta]
", afirmou o presidente da república. Após atingir um pico de 10.278 km² no ano de 2022, o desmatamento foi reduzido praticamente à metade em 2023, primeiro ano do atual mandato de Lula– e a queda continuou nos anos seguintes.
Os dados divulgados são preliminares e foram coletados pelo sistema de satélite Deter; os dados definitivos, do satélite Prodes, que são mais precisos e detalhados, serão publicados em novembro. " Neste país, a gente leva a questão climática muito a sério, porque não é negacionista.
A gente está vendo as coisas acontecerem", acrescentou Lula, que defendeu o uso de dados científicos no monitoramento. "É muito difícil trabalhar com base no 'eu acho', no 'eu penso', no 'eu acredito' e no 'eu ouvi dizer'. Para trabalhar corretamente, a gente tem que ter as informações certas
", declarou o petista, que aproveitou para alfinetar o homólogo americano, Donald Trump. " Ninguém, nem os Estados Unidos, leva a sério a questão climática como o Brasil.
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