Meia-idade: especialistas indicam 9 hábitos que aumentam sua longevidade
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será oficializado neste domingo (2) como candidato à reeleição durante a convenção nacional do partido, em São Paulo. Aos 80 anos, o petista iniciará a campanha buscando um quarto mandato e poderá ampliar o recorde de presidente eleito e empossado com maior idade na história do país.
A convenção será realizada no Expocenter Norte, na zona norte da capital paulista, com a presença de ministros e dirigentes do partido.
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Apesar da oficialização da candidatura, a campanha reservou para 16 de agosto, em São Bernardo do Campo, o grande ato de lançamento eleitoral. A avaliação da coordenação é que a convenção terá perfil mais interno, voltado à militância e aos delegados do PT.
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Lula chega à disputa com a chapa definida. O PSB confirmou Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente, repetindo a composição de 2022. Também já formalizaram apoio ao petista o PDT e o PCdoB. O PV ainda realiza sua convenção nesta sexta-feira (31), enquanto Psol e Rede devem oficializar a aliança na próxima semana.
Com a chapa definida, alianças praticamente consolidadas e a máquina eleitoral montada, o desafio do petista passa a ser converter esse capital político em votos suficientes para sustentar o discurso de vitória ainda no primeiro turno. Leia também: Meia-idade: especialistas indicam 9 hábitos que aumentam sua longevidade
A estratégia do PT combina duas frentes. A primeira é ampliar a percepção de favoritismo, apoiada na recuperação dos índices de aprovação do governo registrada nas pesquisas das últimas semanas. A segunda é preservar a ampla coalizão construída desde 2022, evitando disputas internas e concentrando a campanha na comparação entre o governo Lula e a oposição liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Estrutura pronta antes da largada
Ao contrário de adversários que ainda negociam alianças, Lula chega ao período eleitoral com a chapa fechada. O PSB confirmou Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente, repetindo a composição de 2022. PDT e PCdoB também já formalizaram apoio, enquanto PV, Psol e Rede devem concluir o processo nos próximos dias.
Essa configuração tende a garantir ao presidente o maior tempo na propaganda eleitoral gratuita, embora o cálculo definitivo dependa das alianças que ainda podem ser fechadas por Flávio Bolsonaro com partidos como União Brasil, PP e Republicanos.
O cálculo oficial será divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após o registro das candidaturas, em 15 de agosto. O cenário, porém, ainda depende da capacidade do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de atrair legendas como União Brasil, PP e Republicanos para sua coligação.
Ambiente da largada
A convenção do PT acontece em um momento em que a campanha também administra duas frentes de desgaste político. Nos últimos dias, o Supremo Tribunal Federal autorizou a abertura de um inquérito para investigar Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, por suspeitas relacionadas ao caso do INSS. Mais de economia
Paralelamente, a Polícia Federal revelou, em relatório enviado ao STF, novas informações sobre negociações envolvendo um apartamento ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao empresário Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero.
Embora os episódios não atinjam diretamente a candidatura de Lula, eles alteram o ambiente político da largada da campanha. A estratégia do PT é concentrar o debate em temas de governo e na recuperação dos indicadores de popularidade do presidente, evitando que os casos dominem o noticiário às vésperas do início oficial da propaganda eleitoral.
Ainda assim, expectativas de dentro da campanha é que as novas crises possam servir de munição para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-SP) que buscava uma nova narrativa contra Lula. Leia também: Adoecimento por bets afeta empresas com faltas, funcionários endividados
Fundo eleitoral e estrutura da campanha
O PT destinou R$ 127 milhões do fundo eleitoral para a campanha presidencial de Lula. O montante representa 20,64% dos cerca de R$ 615 milhões que o partido receberá do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
Em valores corrigidos pela inflação, a campanha presidencial terá mais recursos do que em 2022, quando Lula recebeu R$ 66,7 milhões. Proporcionalmente, porém, a participação da disputa presidencial no fundo do partido caiu de 26% para pouco mais de 20%.
Na prática, isso reflete uma estratégia diferente da adotada na eleição anterior. O partido decidiu distribuir mais recursos entre candidaturas ao Congresso e aos governos estaduais, sem concentrar parcela tão elevada na disputa presidencial.
O discurso mudou
Nas últimas semanas, Lula passou a defender abertamente a possibilidade de vencer a eleição no primeiro turno— uma mudança de tom em relação ao início do ano, quando o governo evitava qualquer demonstração de excesso de confiança.
Durante a convenção do PSB, o presidente afirmou:
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