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- Author, Leandro Prazeres
- Role, Enviado da BBC News Brasil a Washington
- Há 1 hora
- Tempo de leitura: 9 min
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem um encontro previsto para as 12h (horário de Brasília) nesta quinta-feira (7/5) com o presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca, nos Estados Unidos.
Leia no AINotícia: EUA escoltam navios em Ormuz; Irã alega bloqueio e "avisos"
A reunião vinha sendo negociada desde janeiro, chegou a ser prevista para março, mas acabou acontecendo em um momento em que a chamada "química excelente" entre os dois líderes vinha dando sinais de estremecimento.
O encontro também ocorre em um período em que os dois presidentes enfrentam momentos delicados domesticamente.
No Brasil, Lula sofreu, em uma semana, duas derrotas políticas no Congresso Nacional com a rejeição da indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto ao projeto de lei que reduziu penas para condenados por crimes cometidos nos atos de . Leia também: Quem foi Apolônio, o 'Jesus grego' que foi cancelado pelo cristianismo
Além disso, pesquisas de intenção de voto colocam Lula em empate técnico com os principais candidatos de direita, entre eles o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Por outro lado, Trump enfrenta uma crise de popularidade causada pelo prolongamento da guerra contra o Irã e a economia do país já começa a dar sinais negativos com aumento da inflação causada, entre outros motivos, pela subida do preço dos combustíveis gerada pela crise no Oriente Médio.
E em meio a um cenário delicado "em casa", Lula e Trump se reunirão com a expectativa de emplacarem agendas positivas de lado a lado, ainda que, em alguns pontos, os interesses de ambos pareçam ser antagônicos.
Diante desse quadro, a BBC News Brasil ouviu especialistas em relações internacionais e fontes ligadas ao governo brasileiro para entender o que é que Trump e Lula querem ou têm a ganhar com esse encontro.
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
Eles afirmam que, do lado brasileiro, o governo tem o objetivo de derrubar o restante das tarifas que ainda vigoram contra a importação de produtos brasileiros.
Além disso, Lula também quer frear ou convencer o governo norte-americano a encerrar investigações comerciais que miram a economia brasileira, entre elas uma que apura supostas irregularidades envolvendo o Pix. Leia também: Lula chega aos EUA para encontro 'olho no olho' com Trump
As pautas brasileiras, porém, não seriam apenas econômicas, segundo os especialistas.
Na avaliação deles, um outro objetivo do governo brasileiro é manter aberto um canal de comunicação direto com Trump, tentando diminuir a influência da ala bolsonarista radicada nos Estados Unidos a poucos meses das eleições presidenciais.
Do lado norte-americano, Trump deverá usar o encontro para mostrar uma imagem de relativo prestígio ao receber mais um líder na Casa Branca em um momento em que a guerra contra o Irã é contestada nacional e internacionalmente, além de possibilitar o aprofundamento de negociações em áreas consideradas estratégicas para os EUA como o barateamento do preço da carne bovina e o acesso a reservas de minerais estratégicos.
Uma pesquisa realizada pela Reuters e pelo Instituto Ipsos divulgada em abril apontou que a taxa de aprovação de Trump caiu para o nível mais baixo de seu mandato.
Entre os fatores apontados para este resultado está o descontentamento com o custo de vida e a guerra contra o Irã.
O que Lula quer?

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