Consumir uva ajuda a proteger a pele dos danos do sol: entenda
Ler matéria →O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, realizado na segunda-feira (27), em Brasília, colocou novamente em evidência as negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e o país asiático. Os dois governos anunciaram a criação de um grupo de trabalho para destravar as negociações e assinaram cinco acordos de cooperação em áreas estratégicas, como energia, educação, tecnologia, esporte e espaço. O iG mostra, a seguir, o que Brasil e Coreia do Sul comercializam atualmente.
A aproximação ocorre em um momento em que o governo brasileiro busca ampliar mercados para seus produtos, em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos. Durante a visita, Lula afirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin coordenará o grupo responsável por identificar os pontos sensíveis que ainda impedem um acordo entre Mercosul e Coreia do Sul. Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e Coreia do Sul movimentou US$ 10,8 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 55,2 bilhões na cotação atual.
Leia no AINotícia: Saúde em Debate: Câncer, Depressão e Novidades Nutricionais
A Coreia do Sul foi o quarto maior parceiro comercial brasileiro na Ásia e o quinto principal destino das exportações nacionais para o continente. Além disso, o país asiático ocupa a 19ª posição entre os maiores investidores estrangeiros no Brasil. O que o Brasil vende para a Coreia do Sul Leia também: Consumir uva ajuda a proteger a pele dos danos do sol: entenda

De acordo com dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), as exportações brasileiras para a Coreia do Sul são concentradas em commodities minerais e agrícolas, além de matérias-primas para a indústria. Os principais produtos exportados são:- Minério de ferro e seus concentrados;- Petróleo bruto;- Milho;- Farelo de soja;- Celulose;- Café;- Carnes;- Ferro-ligas e outros produtos minerais. Nos últimos anos, minerais considerados estratégicos para a transição energética também ganharam espaço nas conversas entre os dois países.
Durante o encontro, Lee Jae-myung destacou o interesse em ampliar a cooperação na cadeia dos chamados minerais críticos, como lítio, níquel, grafite e as terras raras— grupo de 17 elementos químicos usados na fabricação de ímãs de alta potência, motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, smartphones e equipamentos militares. Esses minerais são considerados estratégicos porque são essenciais para a produção de baterias, eletrônicos e outras tecnologias ligadas à transição para uma economia de baixo carbono. O Brasil possui reservas importantes de vários desses recursos, o que aumenta seu interesse para a indústria sul-coreana.

O que a Coreia do Sul vende para o Brasil Já as exportações sul-coreanas para o Brasil são dominadas por produtos industrializados e de alto valor agregado. Entre os principais itens enviados ao mercado brasileiro estão:- Circuitos eletrônicos e semicondutores;- Autopeças;- Automóveis; Empresas sul-coreanas dos setores automotivo, eletrônico e de tecnologia também mantêm investimentos relevantes no Brasil, principalmente em São Paulo, estado que concentra a maior comunidade coreana da América Latina. Mais de saude
Importância do acordo Mercosul-Coreia do Sul As negociações entre Mercosul e Coreia do Sul começaram há vários anos, mas enfrentaram resistência de setores industriais e agrícolas dos dois lados. Para tentar superar esses entraves, Brasil e Coreia anunciaram a criação de um grupo de trabalho que deverá identificar as chamadas "sensibilidades
" das negociações e buscar soluções para permitir o avanço do acordo. Na avaliação dos governos, um eventual tratado poderá ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado asiático, ao mesmo tempo em que facilitará a entrada de produtos e investimentos sul-coreanos nos países do Mercosul, como Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, além do Brasil. Cooperação entre países Leia também: Enquete ganha destaque após novo desdobramento em enquete: você já usou alguma
Além da pauta comercial, Brasil e Coreia do Sul ampliaram a cooperação em outras áreas consideradas estratégicas. Os dois governos assinaram cinco memorandos de entendimento, documentos que formalizam a intenção de desenvolver projetos conjuntos. Os acordos abrangem energia, com foco em biocombustíveis e na transição energética; pesquisa, desenvolvimento e inovação industrial; e educação, para promover o intercâmbio entre instituições de ensino e a troca de experiências em políticas educacionais.
Também foram firmadas parcerias em atividades espaciais, voltadas à cooperação em projetos de uso pacífico do espaço, e no esporte, prevendo intercâmbio entre atletas e especialistas, além do compartilhamento de políticas públicas. As assinaturas reforçam a parceria estratégica firmada durante a visita de Lula a Seul, em fevereiro deste ano, quando os dois países elevaram o relacionamento bilateral e adotaram um plano de ação para intensificar a cooperação entre 2026 e 2029.
Leia também no AINotícia
- Consumir uva ajuda a proteger a pele dos danos do sol: entendaSaude · 4h atrás
- Enquete ganha destaque após novo desdobramento em enquete: você já usou algumaSaude · 4h atrás
- Cura do HIV? O que os dois novos casos anunciados em congresso significamSaude · 8h atrás
- Glenda Kozlowski ganha destaque após novo desdobramento em glenda kozlowskiSaude · 8h atrás

