Pix entrou na mira porque deu certo, avalia procuradora do Banco Central Para Natália Barbosa, sistema tornou-se referência por promover inclusão financeira e reduzir dependências dentro do mercado de pagamentos. Da Redação terça-feira, Atualizado às 14:54 O avanço tecnológico é o principal caminho para que o Brasil enfrente pressões econômicas internacionais e fortaleça sua posição no cenário global.
A avaliação é de Natália Alves Duarte Barbosa, procuradora do Banco Central da República Federativa do Brasil e professora do IDP, em entrevista concedida ao Migalhas durante o XIV Fórum de Lisboa. A declaração ocorre em meio à repercussão de críticas do governo dos Estados Unidos ao Pix. Em relatório divulgado nesta semana, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) acusou o Brasil de favorecer o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central em detrimento de empresas americanas do setor, e sugere taxação de 25% sobre os produtos brasileiros.
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Para Natália Barbosa, embora os EUA exerçam forte influência sobre a economia mundial, o Brasil possui instrumentos para responder a eventuais impactos econômicos e comerciais. A procuradora destaca que um dos principais exemplos do potencial brasileiro é o Pix. Justamente por ter alcançado ampla adesão da população e promovido mudanças significativas no mercado financeiro, o sistema passou a atrair atenção internacional.
" O Pix é um case de sucesso, é a independência financeira dentro do sistema financeiro. É uma política pública que deu muito resultado.
Por isso é que chama atenção e entrou na mira. " Assista à entrevista:
Taxação O relatório da USTR sustenta que o Banco Central favorece o Pix ao exigir sua disponibilização por instituições financeiras e incentivar sua utilização pelos usuários. Segundo o órgão americano, essas medidas prejudicariam empresas como Visa, Mastercard e WhatsApp Pay. Mais de noticia
A investigação integra um processo iniciado pelo governo Donald Trump sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil. Além das críticas ao sistema de pagamentos instantâneos, o documento sugere a aplicação de tarifas de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. O relatório ainda será submetido a manifestações do governo brasileiro e de empresas interessadas antes da eventual adoção de medidas comerciais. Leia também: PF investiga corrupção em Recife
Para Natália, contudo, o debate evidencia um ponto central: o protagonismo conquistado por soluções tecnológicas desenvolvidas no Brasil. O evento O XIV Fórum Lisboa acontece de 1 a 3 de junho e tem como tema "Nova Ordem Internacional, Tecnologia e Soberania:
Desafios democráticos, econômicos e sociais". O evento reúne autoridades e acadêmicos de diversas áreas para debater questões ligadas à inteligência artificial, regulação de plataformas digitais, proteção de crianças no ambiente online, segurança pública e impactos da tecnologia sobre a democracia.
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