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Líder da Uefa e magnata do PSG: quem pode concorrer com Infantino na eleição

A guerra entre a Fifa e a maior partes das confederações continentais segue, e a fritura política de Gianni Infantino aumenta a cada dia

Líder da Uefa e magnata do PSG: quem pode concorrer com Infantino na eleição da

A guerra entre a Fifa e a maior partes das confederações continentais segue, e a fritura política de Gianni Infantino aumenta a cada dia. Ontem, Uefa, AFC e Concacaf emitiram uma nota conjunta criticando a entidade máxima do futebol e o atual gestor. O comunicado é mais um capítulo do embate, desencadeado pela ideia da Fifa de criar uma empresa subsidiária que venderia cerca de 20% dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.

A ideia já foi descartada pelo suíço. Contudo, não foi suficiente para acalmar os ânimos, e três das cinco confederações que gerem o futebol seguem insatisfeitas com Infantino, com a Uefa liderando o opositores e exigindo a renúncia do atual presidente. Acesse a cobertura completa do Coronavírus > "

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O crescimento na última década foi real. Mas esse progresso nunca foi obra de um único indivíduo. Foi fruto da Fifa, das Confederações, das Associações Membro e das milhares de pessoas que dedicam suas vidas ao futebol", diz o texto da Uefa, Concacaf e AFC.

" A força do futebol sempre foi a sua união. Apelamos para que essa união seja honrada agora, para uma liderança que sirva o futebol, e não que busque controlá-lo", prossegue.

Junto à nota, a entidade europeia também encabeça um boicote de suas equipes ao Mundial de Clubes de 2029, organizado pela Fifa. A Uefa sempre se mostrou contrária à realização do torneio, uma vez que, segundo ela, condições para restabelecer a confiança na atual gestão da Fifa “não foram atendidas”. Segundo a rádio britânica Talksport, Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, deve aproveitar o embate entre PSG e Aston Villa, pela Supercopa da Uefa, para discutir com Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG e do Comitê de Clubes Europeus, um possível boicote. Mais de esporte

A confederação do Velho Continente e seus clubes sempre se mostraram contrários à realização do torneio, uma vez que acontece no tradicional período de férias do calendário europeu. O que teria apaziguado os ânimos seria a grande quantidade de dinheiro obtida por cada equipe participante. Apenas por ter participado do Mundial de Clubes, cada time europeu recebeu valores que variavam entre 12,8 milhões de dólares (cerca de R$ 65 milhões) e 38,1 milhões de dólares (cerca de R$ 193,6 milhões). Leia também: Forlán assume a seleção uruguaia e cogita convocar Suárez: 'Por que não?'

Como efeito comparativo, as equipes sul-americanas receberam 5,2 milhões de dólares (aproximadamente R$ 77,2 milhões). As bonificações aumentavam conforme as equipes passavam de fase, e o Chelsea, campeão do torneio, recebeu 125 milhões de dólares (R$ 635,4 milhões) totais. A edição de 2029 ainda não possui sede, datas, patrocinadores e passa por uma série de questões financeiras, piorando mais ainda a situação para Infantino.

Além do Mundial de Clubes, a Uefa planeja também boicotar a Copa do Mundo Feminina Sub-20, realizada em setembro, na Polônia. Para o atual presidente da Fifa, sobram as preocupações para a eleição de 2027, em que o franco-italiano pretende concorrer a um quarto mandato, mesmo com toda a pressão exercida em sua gestão.

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