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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Vamos às notícias. Começamos este jornal das 11 com uma notícia de última hora:

morreu aos 82 anos o antigo locutor de rádio Cândido Mota. É uma informação apurada pelo Observador. O antigo locutor encontrava-se internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

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De acordo com a informação obtida pelo Observador, Cândido Mota enfrentava vários problemas de saúde e sofreu, nas últimas duas semanas, uma infecção hospitalar. Acabou por morrer aos 82 anos. E João Gama, vamos por isso recordar a vida de Cândido Mota.

Nasceu em 1942, filho da fadista Maria Albertina. Cresceu num ambiente ligado à música e à palavra e é uma das grandes vozes da rádio portuguesa, profundamente ligado à evolução da rádio em Portugal. Começou a carreira com apenas 17 anos no Rádio Clube Português, aos comandos do programa musical

Em Órbita. Mais tarde, já na década de 70, Cândido Mota destaca-se, foi pioneiro nos programas em estilo de antena aberta. Na altura, o Passageiro da Noite, na Rádio Comercial, um programa noturno em que convidava os ouvintes a telefonarem para a rádio e intervirem em direto na antena. Leia também: novela tres graças

Após um longo percurso na rádio, na década de 90, Cândido Mota passou para a televisão, onde trabalhou de perto com personalidades como Herman José. Momentos como este. When I suddenly turn and see.

Your fabulous face. My fabulous face? Yeah.

Dás-me uns copos, pá. I get no kick from champagne. That's a lie, Herman.

Beer or alcohol doesn't thrill me at all. That's another lie. So tell me why.

As vozes de Herman José e Cândido Mota. O locutor teve também um papel político, sempre se assumiu como uma pessoa civicamente empenhada. Foi militante do Partido Comunista Português e era uma presença regular como locutor e apresentador do palco 25 de Abril, na Festa do Avante. Mais de noticia

A vida de Cândido Mota, recordada aqui pelo jornalista João Gama. A filha do antigo locutor de rádio diz que o pai estava doente há algum tempo e que morreu sem sofrimento, rodeado da família e dos amigos mais próximos. Junta-se a este jornal o humorista Herman José, a quem agradeço desde já a disponibilidade neste momento sensível.

Herman José, que legado deixa Cândido Mota? Muito obrigado por ter aceitado este nosso convite. Obrigado eu.

Deixa um legado luminoso. Para já, é importante explicar que ele viveu pelo menos 300 anos. Fez tudo a que tinha direito. Leia também: copa do nordeste 2026: o que muda após quartas da copa do nordeste: empate leva para pênaltis ou prorrogação? veja o

Bebeu muito, fumou muito, falou muito. Se tivesse de fazer um filme da minha vida, há uma cena que eu teria de reproduzir, que eram as conversas que ele tinha até às 04h00 com o meu pai, no meu terraço do Algarve, sobre política e religião. Era uma coisa absolutamente deliciosa.

E depois o meu pai era um homem convicto de direita, ele era um homem convicto de esquerda, mas tinham uma dialética formidável, daquelas que criaram ciúmes, porque hoje em dia ninguém quer ouvir ninguém. Foi também um profissional competente e teve como único inimigo da sua vida e da sua carreira, o fato de ter um superávit de bondade. Ele não se sabia defender das coisas desagradáveis, porque só via coisas positivas em tudo e, portanto, não tinha defesas e fizeram-lhe muito mal durante a vida, precisamente por excesso de bondade.

Felizmente, ainda conheço várias pessoas assim, vários colegas assim. São pessoas que ficam para sempre na nossa alma, no nosso coração, porque não conseguimos pensar em nada que não seja agradável de qualquer tipo. Como é que fica recordado, Herman José, Cândido Mota?

Qual é a primeira memória que vem? Já nos falou dessas conversas no pátio, no Algarve. Que mais há a lembrar?

Mais uma vez, se eu tivesse a fazer um filme sobre a minha vida, há uma cena que eu tinha de pôr. Aos 18, 19 anos, ainda antes do 25 de Abril, fui tomar copos ao Bairro Alto e ouço uma voz dizer assim: "

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