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Ler matéria →O Secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., manifestou preocupação com o que descreve como "superprescrição" de medicamentos psiquiátricos, incluindo antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs).
A declaração, feita em nota divulgada na segunda-feira (4 de maio de 2026) pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos, visa combater o que Kennedy Jr. chama de "crise de saúde mental da nação", propondo uma mudança para uma "abordagem holística à saúde mental". Leia também: Flávio Roscoe é o candidato do PL ao governo de Minas Gerais em 2026
A iniciativa, no entanto, gerou reações contrárias. A jornalista Miranda Yaver, que luta contra a depressão há anos, criticou a postura do secretário. Ela relatou como a medicação, após tentativas e erros, foi fundamental para sua recuperação, permitindo que ela retomasse suas atividades profissionais e pessoais.
"Os antidepressivos não foram uma muleta, ou uma substituição para o trabalho árduo de gerenciar depressão e ansiedade", escreveu Yaver, destacando que os medicamentos a ajudaram a recuperar o senso de si mesma e de propósito. Mais de noticia
Yaver argumenta que o verdadeiro desafio para muitos americanos que sofrem com problemas de saúde mental não é a superprescrição, mas sim as barreiras impostas pelos planos de saúde e o estigma em torno do tratamento, questões que a abordagem de Kennedy Jr. pode agravar. Leia também: Robô Tobias é palestrante no Rio Innovation Week e gera debates sobre IA
Estima-se que cerca de 1 em cada 5 adultos americanos lute contra a depressão, uma condição que David Foster Wallace caracterizou como "A Coisa Ruim" antes de sucumbir à doença.


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