← Política
Política

Justiça pode definir futuro de território quilombola em MG após 17 anos

O TRF-6 (Tribunal Regional Federal da 6ª região) julga nesta quinta-feira (13) uma ação que pode definir o futuro do território da comunidade quilombola Machadinho, em

Justiça pode definir futuro de território quilombola em MG após 17 anos de

O TRF-6 (Tribunal Regional Federal da 6ª região) julga nesta quinta-feira (13) uma ação que pode definir o futuro do território da comunidade quilombola Machadinho, em Paracatu (MG), após 17 anos de disputa. O processo deve estabelecer um precedente em processos de reconhecimento e titulação desses territórios. A ação questiona a sentença dada em primeira instância que rejeitou os pedidos de reconhecimento do território.

Na decisão, o juiz cobrou uma comprovação de histórico de resistência armada ou de fuga de pessoas escravizadas. A associação que representa os moradores da região afirma, no entanto, que essa decisão contraria um entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal). A Corte reconheceu a legitimidade do critério de autoatribuição. Leia também: Governo do DF busca empresas para substituir BRB na gestão de pontos turísticos

Leia no AINotícia: Alexandre de Moraes suspende 'penduricalhos' e exige devolução de verbas

O julgamento reconheceu a propriedade definitiva aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando as terras e que cabe ao Estado emitir os respectivos títulos. O caso de Machadinho está parado na Justiça e também na esfera administrativa. Isso porque o processo que deu início ao reconhecimento da terra no Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) começou em 2005, mas não foi concluído.

Na Justiça, a ação foi ajuizada em 2009 e a primeira sentença saiu em 2014. Desde então, o recurso aguarda julgamento pelo TRF-6. O que está em discussão é a exigência ou não de critérios históricos mais restritivos para reconhecer a condição quilombola. Mais de politica

A tese defendida pela associação é que a sentença de 2014 usou uma concepção incompatível com o marco jurídico atual e com a decisão do STF. " A comunidade não pede privilégio. Leia também: Braço-direito de mulher de Tarcísio, dirigente de órgão público vai a ato

Pede que a Constituição seja cumprida e que o reconhecimento técnico da Fundação Cultural Palmares e do Incra não seja substituído por uma interpretação já rejeitada pelo Supremo", disse o advogado Guilherme Pereira Dolabella Bicalho, que atua em defesa da associação no caso. Comentários

Governo do DF busca empresas para substituir BRB na gestão de pontos turísticos
Politica

Governo do DF busca empresas para substituir BRB na gestão de pontos turísticos

Ler matéria →

Leia também