← Economia
Economia

Justiça condena Nego Di a mais 14 anos de prisão por lavagem e estelionato

Além da pena principal, o humorista foi condenado a 1 ano e 15 dias de prisão simples, em regime semiaberto, por promover loteria ilegal

Justiça condena Nego Di a mais 14 anos de prisão por lavagem e estelionato
O humorista e influencer, Nego Di. Foto: Globo / Divulgação
O humorista e influencer, Nego Di. Foto: Globo / Divulgação

A Justiça do Rio Grande do Sul condenou o influenciador Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, a 14 anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro, estelionato e uso de documento falso em um esquema de rifas ilegais.

Além da pena principal, o humorista foi condenado a 1 ano e 15 dias de prisão simples, em regime semiaberto, por promover loteria ilegal. Ele também deverá pagar 66 dias-multa, valor equivalente a cerca de dois salários mínimos.

Leia no AINotícia: Economia: O que movimentou o setor nesta semana

A nova sentença se soma a outras condenações impostas ao influenciador. Em junho de 2025, Nego Di foi condenado a 11 anos e 8 meses de prisão por estelionato em processo relacionado à loja virtual Tadizuera, que anunciava produtos por valores muito abaixo dos praticados no mercado, mas não entregava as mercadorias aos consumidores. Ele aguarda o trânsito em julgado desse caso em liberdade provisória, sob medidas cautelares. Leia também: Entorno de Mendonça vê críticas de Gilmar como tentativa de abalar caso Master

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

BAIXAR AGORA

As penas aplicadas a Nego Di são:

  • Lavagem de dinheiro: 9 anos, 4 meses e 8 dias de reclusão, além de 16 dias-multa;
  • Uso de documento falso: 3 anos e 22 dias de reclusão, além de 18 dias-multa;
  • Estelionato: 2 anos e 1 mês de reclusão, além de 16 dias-multa;
  • Promoção de loteria ilegal: 1 ano e 15 dias de prisão simples, além de 16 dias-multa.

Segundo a denúncia, o influenciador promoveu ao menos 34 rifas eletrônicas ilegais entre novembro de 2022 e maio de 2024. As ações eram divulgadas em suas redes sociais e ofereciam prêmios em dinheiro e bens mediante a compra de bilhetes.

O caso que mais chamou a atenção do Ministério Público foi o de uma rifa de um Porsche Macan, avaliado em R$ 500 mil, que não teria sido entregue ao vencedor. Também eram prometidos prêmios em dinheiro que, somados, ultrapassavam R$ 150 mil. De acordo com o MP, a ação causou prejuízo de R$ 185,3 mil a cerca de 9.683 pessoas.

Após receber os valores, Nego Di e Gabriela teriam atuado em conjunto para ocultar e dissimular a origem dos recursos. Segundo a acusação, o casal utilizou contas de terceiros e adquiriu bens para dar aparência de legalidade ao dinheiro. Mais de economia

Para o magistrado, a conduta não foi isolada, mas parte de uma atividade comercial estruturada e recorrente, que movimentou mais de R$ 2,5 milhões.

“A magnitude da operação, o alcance massivo a milhões de seguidores e a reiteração delitiva demonstram elevada reprovabilidade da conduta”, afirmou Petry. “Estão configurados todos os elementos do tipo penal do estelionato: a obtenção de vantagem ilícita, o prejuízo alheio e a indução e manutenção das vítimas em erro, mediante encenação da rifa fraudulenta”, acrescentou. Leia também: Cade arquiva processo contra 99Food por suposta conduta anticompetitiva

Sobre a falsa doação de R$ 1 milhão para vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, o juiz afirmou que a conduta dolosa de Nego Di é “incontestável”.

“Dilson efetuou a transferência originária de R$ 100, obteve o comprovante bancário idôneo, adulterou o campo relativo ao valor para fazer constar R$ 1 milhão e, ato contínuo, veiculou o documento contrafeito em suas plataformas digitais, afirmando ter efetuado a vultosa doação”, escreveu o magistrado. “O agente que altera um demonstrativo financeiro e o propaga como autêntico, sabendo-se o próprio autor da contrafação, atua com plena lucidez sobre a falsidade e nítida vontade de induzir a coletividade em erro”, concluiu.

Tópicos relacionados

  • Brasil
  • Condenação
  • estelionato
  • Justiça
  • Lavagem de dinheiro
  • Nego Di

Caio César

Entorno de Mendonça vê críticas de Gilmar como tentativa de abalar caso Master
Economia

Entorno de Mendonça vê críticas de Gilmar como tentativa de abalar caso Master

Ler matéria →

Leia também