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Juninho Paulista e a Copa: o detalhe que mais repercutiu

Fazendo uma “fezinha”: os rituais, crendices e superstições na Copa do Mundo Como a fé e as superstições são importantes para os torcedores e jogadores das seleções Por

Juninho Paulista e a Copa: o detalhe que mais repercutiu

Fazendo uma “fezinha”: os rituais, crendices e superstições na Copa do Mundo Como a fé e as superstições são importantes para os torcedores e jogadores das seleções Por Beatriz Fabiano– Cobertura Colaborativa Ninja Esporte Clube O período de Copa traz à tona muitos aspectos sociais que vão além do esporte.

A forma como a torcida acredita nas suas seleções e na vitória, ultrapassa as quatro linhas e buscam um sentido além do visível. O místico e o real se fundem e as práticas religiosas e superstições se aplicam em busca de resultados favoráveis, sorte e a sonhada taça! Na Copa do Mundo com o maior número de seleções já vista, os rituais são diversos dentro e fora de campo, que traduzem não somente a fé individual, mas um pouco da cultura de cada país participante.

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Nos países latino-americanos, muito conhecidos por serem loucos por futebol e muito religiosos, os rituais pré-jogo e as superstições já fazem parte do cotidiano dos torcedores. No México, um dos países-sede, conhecido por suas grandes tradições religiosas, os torcedores fazem promessas à Virgem de Guadalupe e evitam gritar “GOL” antes que realmente a vitória aconteça. Muitos também usam roupas verdes antes dos jogos (que também é tradicionalmente a cor da camisa principal da seleção) com o intuito de atrair sorte e espantar a “sal”– má sorte. Leia também: Entretenimento em Destaque: Sucessos, Homenagens e Despedidas da Semana

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No Brasil, muitos jogadores entram no estádio fazendo o sinal da cruz, pisando com o pé direito no gramado e comemoram um gol agradecendo às divindades de suas crenças pessoais. O ex-treinador Zagallo era assumidamente supersticioso com o número 13. Ele via sinais de sorte no número, que inclusive está presente no nome “Brasil Campeão” (13 letras).

Já os torcedores fazem suas “mandingas” e não mudam de lugar nos jogos ou usam a mesma camisa sem lavá-las, fazendo promessas enquanto torcem pela vitória das suas seleções. Na Argentina, por exemplo, a cultura é tão forte que se chama “cábala”, hábitos repetidos para atrair boa sorte antes da partida. Seja beber sempre a mesma bebida antes dos jogos ou usar sempre os mesmos símbolos religiosos e amuletos da sorte.

O jogador Lionel Messi é grande realizador de cábalas antes dos jogos e já informou em entrevistas que sempre entra em campo da mesma forma e olhando sempre para a mesma direção. No Uruguai, a “garra charrúa” é um símbolo nacional e quase místico. Ela simboliza a superação, a força de vontade inabalável, o espírito de luta até o fim e a recusa absoluta em aceitar a derrota.

Em alguns países do continente africano, como Gana, Costa do Marfim e Senegal, a crença no juju, os rituais místicos, é altamente difundida. Existem comissões técnicas que mantêm imagens e objetos sagrados próximos durante o jogo, para atrair sorte e afastar a chance de lesões e derrotas. É comum o relato de federações que gastam fortunas com curandeiros para “abençoar” a equipe antes de jogos. Mais de entretenimento

Em outros países do continente africano e asiático, que possuem maior parte da população adepta ao islamismo (Egito, Iraque, Marrocos, Tunísia, Argélia), é comum ver jogadores e torcedores recitando versículos do Alcorão, e realizando a sujud (prostração de agradecimento) após marcarem um gol ou antes do início da partida, por devoção. Na Turquia, por exemplo, também se observa a presença da imagem do “olho turco” como um amuleto contra o mau-olhado. Dentro dos países da ásia oriental, o Japão carrega tradições seculares, com o uso de amuletos de boa sorte, como os “Omamori” e os “Tsurus”.

É uma tradição os jogadores, comissão técnica e torcedores levarem esses amuletos para garantir proteção divina e força nos gramados. O próprio símbolo da federação japonesa é um “Yatagarasu” em seu escudo oficial, que significa segurança no retorno após as partidas e orientação divina. Já na Coreia do Sul, as tradições surgem com os cantos da torcida e com a utilização de cores da sorte. Leia também: Demi Moore faz homenagem ao ator Bruce Willis no Dia dos Pais dos Estados Unidos

Nos países europeus, de maneira geral, os rituais são mais baseados em costumes individuais que atraem a própria sorte. Mas, em países que têm base cristã mais sólida, como em Portugal e Espanha, é comum o uso de medalhas de santos protetores e realizar o “sinal da cruz”. Cristiano Ronaldo, por exemplo, tem como superstição entrar em campo por último e pisar primeiro com o pé direito.

Na Inglaterra, torcedores evitam falar sobre resultados positivos antes do final da partida e alguns jogadores, como Kobe Maio, realizam as mesmas refeições antes dos jogos. Na Alemanha, o costume individual para atrair boa sorte é mais predominante, como no caso do ex-jogador e artilheiro das Copas, Miroslav Klose, que sempre colocava as chuteiras do pé esquerdo antes do direito. A ideia de que os resultados das partidas são influenciados por forças além da tática e técnica dos jogos, traz a sensação de um controle sobre o “incontrolável” e que cada torcedor ou jogador pode influenciar e decidir o jogo, desde que realize os rituais de forma a atrair a boa sorte.

O futebol é parte importante da vida das pessoas e a Copa do Mundo representa também uma pequena porção do que cada sociedade vive no seu cotidiano. Então, qual é a sua “fezinha” para atrair o hexa na Copa do Mundo?

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