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Julgamento Henry: Acusação e Defesa Divergem em Debates Finais

O júri de Jairinho e Monique Medeiros entra em fase decisiva com teses opostas sobre a morte de Henry Borel; Ministério Público aponta tortura e perfis psicológicos

Julgamento Henry: Acusação e Defesa Divergem em Debates Finais

O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros pela morte de Henry Borel entrou em sua fase decisiva nesta quarta-feira (3), com os debates entre acusação e defesa no Tribunal do Júri. Após dez dias de audiências, o Ministério Público defende a condenação dos réus por tortura e omissão, enquanto a defesa de Jairinho nega veementemente as acusações, argumentando que se trata de uma "narrativa" construída ao longo da investigação. A expectativa é que o veredito seja anunciado na madrugada desta quinta-feira (4), definindo o desfecho de um dos casos mais acompanhados do país, que envolve a morte do menino Henry em março de 2021.

Acusação sustenta tortura e perfis psicológicos dos réus

Durante sua sustentação no 10º dia do júri, o promotor Fábio Vieira, do Ministério Público, descreveu Jairinho como um "psicopata severo" e Monique Medeiros com "traços de narcisismo". Segundo Vieira, que teve sua fala repercutida pelo G1, a mãe de Henry teria ignorado diversos apelos do filho por socorro, falhando em protegê-lo. O promotor e o assistente de acusação, Cristiano Medina (G1), defendem que o menino sofreu agressões e tortura enquanto esteve com o casal, com Monique tendo pleno conhecimento dos atos. Medina reforçou a tese de que a mãe de Henry fez planos de casamento com Jairinho mesmo após a morte do filho, o que, na visão da acusação (G1), enfraquece a narrativa da defesa de que ela estaria sendo manipulada. A acusação alega que Henry teria morrido antes mesmo de chegar ao hospital, devido às lesões sofridas. Leia também: Manaus celebra Copa do Mundo com agenda cultural diversificada e eventos de Dia

Defesa de Jairinho refuta acusações e questiona narrativa

Em contrapartida, o advogado Zanone Junior, da defesa de Jairinho, negou categoricamente as acusações de tortura, chamando-as de uma "narrativa" criada pela acusação ao longo da investigação (G1). Zanone argumentou que os primeiros depoimentos e elementos da polícia não indicavam lesões graves compatíveis com tortura. Ele sugeriu que episódios descritos como agressões poderiam ser, na verdade, "brincadeiras" entre Jairinho e Henry, como "lutinha" ou "banda" (G1). A defesa também questionou a credibilidade de testemunhas, apontando uma suposta mudança nos relatos da babá Thayná. Zanone ainda criticou a estratégia da defesa de Monique, que alega relacionamento abusivo, afirmando que pessoas próximas ao casal não relataram ter presenciado sinais de violência doméstica (G1). Por fim, o advogado desqualificou o parecer do psiquiatra Rafael Bernardon, que descreveu Jairinho com traços de psicopatia, por nunca ter entrevistado o ex-vereador pessoalmente (G1).

Teses conflitantes marcam reta final do júri

A fase de debates evidencia o profundo contraste entre as teses apresentadas. Enquanto a acusação baseia-se na gravidade das supostas lesões, nos perfis psicológicos dos réus e na omissão de Monique, a defesa de Jairinho insiste na falta de provas concretas de tortura, classificando as alegações como uma interpretação distorcida dos fatos. A divergência central reside na interpretação dos eventos anteriores à morte de Henry, com a acusação vendo-os como sinais de violência e a defesa, como mal-entendidos ou falhas na investigação inicial. Mais de noticia

O que se sabe até agora

  • Jairinho e Monique Medeiros estão sendo julgados pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021.
  • O Tribunal do Júri, em seu 10º dia, entrou na fase de debates entre acusação e defesa nesta quarta-feira (3).
  • O Ministério Público e assistentes de acusação defendem a condenação dos réus por tortura e omissão de socorro, citando o perfil de "psicopata severo" de Jairinho e "traços de narcisismo" de Monique.
  • A defesa de Jairinho nega a ocorrência de tortura, alegando que a acusação construiu uma "narrativa" sem provas consistentes, e que as supostas agressões seriam, na verdade, brincadeiras.
  • O desfecho do julgamento é aguardado para a madrugada desta quinta-feira (4), podendo se estender dependendo dos jurados.

Com a fase de debates chegando ao fim, a decisão sobre o futuro de Jairinho e Monique Medeiros está nas mãos dos jurados. Este julgamento, marcado pela apresentação de teses diametralmente opostas e por um intenso escrutínio público, representa um momento crucial para a justiça brasileira. A sociedade aguarda ansiosamente o veredito, que não apenas definirá a responsabilidade dos réus, mas também trará uma conclusão a um caso que mobilizou o país.

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