Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, ex-vereador do Rio de JaneiroTomaz Silva/Agência Brasil Pai de Jairinho tenta descredibilizar mulheres que fizeram acusações contra o filho Coronel Jairo contestou relatos perante o júri; atual companheira afirmou que o 'único defeito' do réu é a infidelidade O sétimo dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, teve, neste domingo (31), a tentativa da defesa do ex-vereador de rebater depoimentos prestados ao longo da semana por mulheres que relataram episódios de agressão atribuídos ao réu.
Primeira testemunha de defesa de Jairinho a ser ouvida no júri, Jairo Souza Santos, conhecido como coronel Jairo, pai do réu, criticou diretamente os relatos apresentados por ex-companheiras do filho e familiares que depuseram nos últimos dias. Durante o interrogatório no 2º Tribunal do Júri, no Centro do Rio, ele disse que as acusações são “versões claramente induzidas” e negou que Jairinho tenha tido comportamento violento. Ao comentar um dos relatos apresentados no julgamento, o coronel afirmou que as versões não seriam compatíveis com a gravidade descrita pelas testemunhas.
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Ele também reforçou que, durante a convivência da família, via o filho demonstrando carinho por Henry, brincando e convivendo normalmente com o menino. O pai do ex-vereador ainda relembrou a madrugada de , quando Henry deu entrada no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca. Segundo ele, ao chegar à unidade encontrou Monique em estado de choque e familiares aflitos. Leia também: Panorama: Notícias de Tecnologia, Justiça e Educação no Brasil
Disse ainda que segurou a mão do menino e fez uma oração pedindo que ele resistisse. Na sequência, a defesa apresentou Fernanda Abidur Figueiredo, atual companheira de Jairinho e mãe de um dos filhos do ex-vereador. Em depoimento, ela afirmou que conhece Jairinho desde a infância e declarou que o “único defeito” dele sempre foi a infidelidade.
Fernanda contou que os dois mantiveram um relacionamento por cerca de dez anos, se afastaram após episódios de traição e voltaram a se aproximar depois da prisão de Jairinho. Ao longo do depoimento, negou ter presenciado qualquer atitude agressiva do ex-vereador e afirmou que ele sempre a tratou com respeito. A testemunha também disse acreditar que Jairinho sofre uma injustiça e relatou que os pais dela rezam diariamente pela absolvição do réu.
Ao fim da audiência, ela abraçou e beijou o ex-vereador. Mais cedo, também prestou depoimento a babá Thayná de Oliveira Ferreira, que trabalhava na casa de Monique Medeiros à época da morte de Henry. À juíza, ela afirmou que foi orientada a mentir após a morte da criança e pressionada a sustentar uma versão favorável aos acusados.
Segundo Thayná, depois da morte do menino, ela recebeu instruções para apagar mensagens do celular e evitar qualquer comentário que pudesse comprometer a imagem do casal. A babá também afirmou que foi levada com outra funcionária a um escritório de advocacia, onde recebeu orientações sobre como deveria se posicionar diante da imprensa e das autoridades. Thayná ainda relatou situações que, segundo ela, chamaram atenção antes da morte de Henry. Mais de noticia
Entre os episódios narrados, disse que presenciou momentos em que Jairinho ficava sozinho com o menino dentro do quarto do casal e que, em uma das ocasiões, Henry saiu mancando e reclamando de dores. O julgamento entrou neste domingo no sétimo dia consecutivo e já se tornou o mais longo realizado no Estado do Rio de Janeiro desde a mudança nas regras do Tribunal do Júri, em 2008. As testemunhas Rosângela Medeiros, mãe de Monique, Ana Paula Medeiros, irmã de Monique e Glauciene Ribeiro Dantas foram dispensadas e não prestaram depoimento Leia também: Panorama: Corpus Christi, Resgates e Acidente Aéreo Marcam Notícias
O julgamento entrou neste domingo no sétimo dia consecutivo e já é o mais longo realizado no Estado do Rio de Janeiro desde a reforma do Código de Processo Penal, em 2008. Relembre o caso Henry Borel morreu na madrugada de , aos 4 anos, após dar entrada no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, com múltiplas lesões pelo corpo e em parada cardiorrespiratória. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio, a criança foi vítima de agressões dentro do apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros, e o então padrasto, Jairinho, na Zona Oeste do Rio.
Os dois respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo, fraude processual e falsidade ideológica. Ambos negam as acusações. O júri continua nesta segunda-feira a partir das 10h.
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