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Ler matéria →O julgamento do ex-líder de uma gangue acusado de arquitetar o assassinato de Tupac Shakur começa nesta segunda-feira (10), em Las Vegas, 30 anos após a morte do célebre rapper californiano. É pouco provável que as alegações esclareçam quem atirou, na noite de, contra a lenda do rap, que visitava a chamada "Cidade do Pecado" para assistir a uma luta de boxe de Mike Tyson. Mas a Promotoria espera demonstrar que Duane "Keffe D" Davis, ex-líder dos South Side Compton Crips, encomendou o assassinato e forneceu a arma do crime.
Aos 63 anos, ele pode ser condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. O assassinato continua sendo um dos crimes não solucionados mais famosos dos Estados Unidos. Assassinado aos 25 anos, Tupac era uma figura central da famosa rivalidade entre as cenas de rap das costas oeste e leste dos Estados Unidos.
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Conhecido por sucessos como "California Love" e "All Eyez on Me", Shakur —filho de uma integrante do partido de esquerda Panteras Negras— logo se tornou o arquétipo do bad boy californiano ao assinar contrato com a Death Row Records, sediada em Los Angeles. O julgamento promete voltar a remexer na disputa de egos entre sua gravadora, fundada por Marion "Suge" Knight, e a Bad Boy Records, criada na costa leste por Sean " P. Diddy" Combs.
Nesta última trabalhava Christopher " The Notorious B.I.G." Wallace, rapper assassinado seis meses após a morte de Shakur. Segundo a acusação, a Death Leia também: Tamara Klink se desculpa por pedir que leitores deixem de comprar o seu livro
Row Records era protegida pela Mob Piru, uma gangue de Los Angeles da qual Suge fazia parte. A Bad Boy Records, por sua vez, havia contratado para sua proteção a organização rival South Side Compton Crips, liderada por Duane Davis. Após a luta de Mike Tyson no cassino MGM Grand, Suge e Tupac espancaram o sobrinho de Davis, Orlando "Baby Lane" Anderson, porque ele havia arrancado um medalhão do pescoço de um dos funcionários da Death Row.
Segundo a acusação, o chefe da gangue teria então organizado uma vingança. Memórias comprometedoras Diante da falta de provas, a investigação ficou paralisada durante décadas, até ser retomada após a publicação, em 2019, das memórias de Duane Davis.
Nelas, ele conta que estava no banco dianteiro do Cadillac branco de onde foram disparados os tiros que mataram Tupac. Também explica que passou uma pistola para o banco traseiro, sem jamais dizer quem atirou. Desde então, todos os ocupantes do veículo morreram.
Essas declarações comprometedoras, coerentes com entrevistas anteriores concedidas à imprensa, voltaram-se contra ele e levaram à sua prisão em setembro de 2023. Mas o ex-líder da gangue agora nega essas confissões e se declara inocente. " Mais de entretenimento
Sou inocente. Nunca matei ninguém", afirmou em março de 2025 à ABC News, em uma entrevista concedida da prisão. "
Eles não têm prova alguma contra mim. Não conseguem nem demonstrar que eu estava em Las Vegas. " Leia também: Expulsa de casa, Brigitte vira arma de Adriana contra Pilar em Quem Ama Cuida
Agora, ele afirma que estava em Los Angeles na noite do crime e que nunca leu as próprias memórias, que, segundo ele, foram romanceadas por seu coautor por motivos comerciais. " Ele fez sua pequena pesquisa e escreveu o livro por conta própria", disse.
Antes do julgamento, seus advogados tentaram, sem sucesso, impedir que o livro e um interrogatório policial de 2008, no qual ele foi ouvido como testemunha, fossem usados como provas. O julgamento começará com a seleção do júri, que deve durar uma semana. Seja qual for o veredicto, é pouco provável que satisfaça as pessoas próximas a 2Pac.
Em maio, seu meio-irmão entrou com uma ação civil na qual afirma que "ainda há indivíduos envolvidos no assassinato" que "não foram responsabilizados por seus crimes". A ação menciona a recente minissérie documental " Sean Combs:
A hora de prestar contas", na qual Davis afirma, em um interrogatório policial, que " P. Diddy" teria lhe oferecido US$ 1 milhão para assassinar Tupac. Comentários
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