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Ler matéria →Caso Gritzbach: Julgamento de PMs anulado por briga entre promotor e defesa
O primeiro dia do julgamento dos policiais militares acusados de assassinar o empresário Vinícius Gritzbach e o motorista de aplicativo Celso Novais, em 2024, no Aeroporto Internacional de São Paulo, foi abruptamente interrompido e anulado. Um intenso bate-boca entre o promotor de Justiça responsável pela acusação e os advogados de defesa dos réus culminou no abandono do plenário por parte da defesa, forçando a dissolução do conselho de sentença.
Escalada da Tensão e Acusações Mútuas
A confusão se intensificou durante o depoimento de um perito criminal. O advogado Renan Canto, da defesa, foi interrompido pelo promotor Rodrigo Merli Antunes, que o acusou de não ter lido o processo. A provocação escalou quando o promotor alegou que o advogado estaria conversando com um "bandido" e "matador de aluguel". Diante disso, os demais advogados de defesa se manifestaram em apoio ao colega, em meio a gritos de protesto.
O advogado Claudio Dalledone criticou a conduta do promotor, chamando-o de "folgado", "cínico" e "descortês", e chegou a afirmar que "acredita que não vai ter júri com esse sujeito aqui". Renan Canto chegou a se dirigir à porta do plenário, ameaçando abandonar a sessão caso o promotor não fosse repreendido. O juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo interveio, solicitando que o promotor não se aproximasse dos advogados durante os questionamentos às testemunhas. Leia também: Defesa de PMs acusados de assassinar Gritzbach abandona plenário após briga
Versões Divergentes Sobre os Fatos
Em declarações à imprensa durante um intervalo, Dalledone acusou o Ministério Público de "jogar um jogo de cena" com o objetivo de impedir a conclusão do júri e de "dissolver o conselho". Por outro lado, o promotor Antunes rebateu, afirmando que foi a defesa que tentou interromper a sessão e que as acusações de abandono demonstram a intenção de "não levar o julgamento adiante", utilizando "qualquer incidente para se vitimizar". Ele também provocou a banca de advogados, comparando-os a "leões na imprensa" que se mostraram "gatinhos" no tribunal.
Relembrando o Crime e o Início do Julgamento
O julgamento, que havia começado na segunda-feira (22), visava apurar a participação de três policiais militares no assassinato de Antônio Vinícius Gritzbach, apontado como delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), e de seu motorista, Celso Novais. A primeira testemunha ouvida foi William Souza Santos, uma das vítimas do ataque no aeroporto, que relatou ter sido atingido na mão enquanto conversava com um amigo próximo a uma faixa de pedestres.
O Que Se Sabe Até Agora
- O julgamento dos policiais militares acusados no Caso Gritzbach foi anulado no primeiro dia.
- A anulação ocorreu após um forte desentendimento entre o promotor de Justiça e os advogados de defesa.
- A defesa ameaçou e, posteriormente, abandonou o plenário.
- O promotor Rodrigo Merli Antunes foi acusado de provocar os advogados, inclusive mencionando um suposto atentado contra um deles.
- O juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo interveio na discussão.
- O júri popular será remarcado para uma nova data, com sorteio de novos jurados.
Perguntas Frequentes
Por que o julgamento foi anulado?
O julgamento foi anulado devido ao abandono do plenário por parte da defesa dos réus, após um desentendimento acalorado com o promotor de Justiça. Esse incidente levou à dissolução do conselho de sentença. Mais de noticia
Quando o júri será remarcado?
O júri popular será redesignado para uma data oportuna, conforme informado pelo Tribunal de Justiça. Um novo sorteio de jurados será realizado. Leia também: Tiroteio em Botafogo: Operação Contenção mira Comando Vermelho no Morro Santa Marta
Quem são os acusados no Caso Gritzbach?
Os acusados são três policiais militares, suspeitos de participar do assassinato do empresário Vinícius Gritzbach e do motorista de aplicativo Celso Novais.
Próximos Passos e Implicações
A anulação do júri popular representa um revés no andamento do caso, exigindo um novo processo de seleção de jurados e a remarcação do julgamento. A expectativa é que a nova data seja definida em breve pelo judiciário, e que o novo júri ocorra sem incidentes que comprometam a lisura do processo. As autoridades judiciais buscam garantir que a justiça seja feita, assegurando um julgamento justo e imparcial para todas as partes envolvidas.

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