Espanha impõe controles de fronteira a viajantes vindos da Itália em meio
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- Author, Redação
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 26 minutos
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A família da juíza venezuelana María Lourdes Afiuni anunciou que os tribunais encerraram definitivamente o processo contra ela, pelo qual foi presa por quase uma década durante o governo do ex-presidente Hugo Chávez.
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"A família da juíza María Lourdes Afiuni Mora acolhe com satisfação a decisão que encerra definitivamente o processo contra ela e lhe devolve plenamente a liberdade, encerrando formalmente um caso que jamais deveria ter existido", declararam seu irmão, Nelson Afiuni, e sua advogada, Thelma Fernández, em um comunicado à imprensa publicado no X na sexta-feira (07/08).
Em dezembro de 2009, Afiuni foi presa logo após ordenar a soltura sob fiança do banqueiro Eligio Cedeño.
A juíza permaneceu atrás das grades até ser colocada em prisão domiciliar. Leia também: Espanha impõe controles de fronteira a viajantes vindos da Itália em meio
Em junho de 2013, a Justiça concedeu liberdade condicional com medidas cautelares. Mas, em março de 2019, ela foi condenada a mais cinco anos de prisão por "corrupção espiritual", acusação que denunciou como um "crime fabricado".
"Durante anos, a juíza Afiuni e sua família sofreram as consequências de uma perseguição que transcendeu a esfera pessoal e se tornou um símbolo inequívoco da erosão da independência judicial na Venezuela", diz o comunicado.

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A deterioração da saúde
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Na quinta-feira, 6 de agosto, um dia antes do anúncio da decisão, seu irmão exigiu a libertação imediata de Afiuni devido ao agravamento de seu estado de saúde.
"Após apresentar tonturas, vômitos e hipertensão, ela foi levada às pressas para um centro médico, onde permaneceu em observação e foi estabilizada com sucesso", informou Nelson Afiuni em um comunicado.
No entanto, exames médicos revelaram "três lesões tumorais localizadas em diferentes partes do corpo que exigem atenção médica imediata para evitar danos irreparáveis à sua saúde". Leia também: Por que sistema elétrico brasileiro enfrenta risco por excesso de geração
"O encerramento definitivo deste caso não apaga o sofrimento suportado, nem, por si só, repara os danos causados", continuou o comunicado, no qual sua família agradeceu às "pessoas e instituições" que apoiaram os pedidos por sua libertação.
"O caso da juíza María Lourdes Afiuni permanece um alerta para toda a região sobre as consequências de usar o sistema judiciário como instrumento de retaliação contra aqueles que exercem suas funções com independência e imparcialidade."
O ataque de Chávez
O falecido presidente criticou publicamente Afiuni no dia seguinte à libertação de Cedeño, quando se soube que o banqueiro havia fugido para Miami imediatamente após ser solto.
Cedeño estava em prisão preventiva há três anos, acusado de realizar operações ilegais de câmbio.
"Exijo punição severa para essa juíza. Ela deve receber a pena máxima. Exijo 30 anos de prisão em nome da dignidade do nosso país!", disse Chávez em 2009, chamando a ex-magistrada de "bandida" e afirmando que "tudo foi uma armação".

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