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Porém, um convite do seu ex-companheiro de clube, o zagueiro Oscar, que disputou a Copa do Mundo de 1982, na Espanha, mudou o rumo da sua vida e o levou para o outro

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Wagner Lopes defendeu o Japão na Copa de 98 contra Argentina
Wagner Lopes defendeu o Japão na Copa de 98 contra Argentina
Foto: Reprodução Fifa

O ex-atacante Wagner Lopes é brasileiro e começou a carreira como jogador de futebol no São Paulo, onde ficou de 1985 a 1987. Porém, um convite do seu ex-companheiro de clube, o zagueiro Oscar, que disputou a Copa do Mundo de 1982, na Espanha, mudou o rumo da sua vida e o levou para o outro lado do mundo.

No futebol japonês, ele passou por Kashiwa Reysol, Honda, Bellmare Hiratsuka, Nagoya Grampus Eight, FC Tokyo e Avispa Fukuoka. Depois de dez anos, em 1997, se naturalizou japonês e foi convocado para defender a equipe asiática na Copa do Mundo de 1998, que marcou foi a primeira edição disputada pela seleção do Japão.

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No duelo desta segunda-feira pelo mata-mata da Copa do Mundo, o ex-jogador evita escolher um lado. “Sinceramente vou ficar com o coração dividido. É até difícil falar isso mas que vença a melhor estratégia, o melhor time, que aproveite as oportunidades, porque pra mim vai ter lado bom e ruim dos dois jeitos, se ganhar se perder. A gente torce pra que seja um jogo limpo, dentro do fair play e que quem aproveitar as melhores oportunidades que possa vencer”, disse em entrevista ao Terra.

O ex-camisa nove, que fez 21 jogos e cinco gols pelos ‘Samurais Azuis’, acredita que a partida será bem disputada. “Vai ser um jogo duríssimo para os dois lados. Eu conheço bastante o Hajime Moriyasu (técnico do Japão). Ele é adepto do 3-5-2, do 3-4-3. Às vezes ele faz um 3-2-3, enfim, ele sempre está no 3-2-3 e obviamente com dois na frente, ele faz muita alternância de encaixe, dependendo do adversário”, explicou.

“Desde a época que ele foi campeão da J- League com três zagueiros, ele mantém esse padrão de jogo e sempre os times que ele trabalhou e na seleção desde 2018, adota esse critério. As características são de transição muito rápida. O contra-ataque dele é fatal”, observou. Leia também: Game of Thrones ganha destaque após novo desdobramento em game of thrones

Japão se classificou ao mata-mata da Copa do Mundo de 2026 após empatar com a Suécia
Japão se classificou ao mata-mata da Copa do Mundo de 2026 após empatar com a Suécia
Foto: Ryan Pierse - FIFA/FIFA via Getty Images

Wagner Lopes, que hoje comanda o Luverdense, de Goiás, pede para que o Brasil tome muito cuidado com os contra-ataques japoneses. “Tanto os alas como os atacantes, o Maeda e o Nakamura são muito rápidos. Os jogadores de transição são as principais armas japonesas, sem contar as triangulações rápidas ao ataque no espaço e a movimentação constante dos atletas O Japão sempre movimenta em monobloco, então dificilmente você pega o time com um espaço entre linhas.”

Wagner Lopes até vê um risco de o Brasil ser eliminado da competição. “A seleção japonesa pode ganhar de qualquer adversário, não só do Brasil. É futebol e tudo pode acontecer. O técnico japonês está lá desde 2018, os jogadores que cresceram juntos e se conhecem há muito tempo. O Japão é muito bem organizado e estruturado”, lembrou.

“Apesar de vários jogadores estarem atuando nos principais clubes do futebol europeu, muitos disputam a primeira Copa do Mundo e o fator experiência pesa muito nessa hora.O Brasil, quer queira ou não, é o único pentacampeão do mundo, e tem que respeitar”.

Wagner Lopes até recordou de quando pisou no gramado para disputar a sua primeira Copa do Mundo, em 1998, na França, e também o Japão como debutante em mundiais. “Com a ansiedade na véspera, eu não consegui dormir, ficava aquela apreensão, nervosismo natural de quem nunca tinha participado de uma Copa do Mundo. Para mim, foi a realização maior de um sonho quando enfrentei a Argentina de Ortega, Batistuta, Simeone”, recordou. Mais de noticia

Para vencer o duelo desta segunda-feira, o ex-atacante pede que o time comandado por Carlo Ancelotti abuse da individualidade para avançar às oitavas de final. “O Brasil vai ter que usar do improviso, que é a sua especialidade e é inigualável, do drible pra se dar bem. O lado coletivo vai aflorar para que apareça a individualidade. Ele supera as expectativas.”

Vini Jr e Neymar
Vini Jr e Neymar
Foto: DANILO FERNANDES/FOTOARENA / Estadão

Principal destaque do Brasil até agora, Wagner Lopes acredita que Vinicius Júnior não vai ter moleza nesse jogo. “O Japão vai preparar uma dobra de marcação nele, não vai deixá-lo no mano-a-mano. Vão ter pelo menos dois ali pra não deixar o cara livre, porque senão ele vai pra cima.”

Wagner Lopes espera que o camisa 10 brasileiro deslanche de vez neste Mundial. “O Neymar também pode fazer uma grande diferença e eu torço muito para que isso aconteça. A gente precisa valorizar os nossos ídolos. Sou muito fã dele. É um baita jogador, exemplo dentro de campo. Um cara que conquistou tudo e ainda continua disposto a provar o que sabe fazer” Leia também: Panorama Brasil: De Prêmios da Quina a Fiscalização na Amazônia

Wagner Lopes técnico
Wagner Lopes técnico
Foto: Instagram/@wagnerlopesoficial

Com 57 anos, o ex-jogador aponta também que as jogadas de bola área pode ser o grande trunfo para o Brasil se dar bem e avançar na competição. “A bola aérea japonesa sempre foi um grande problema. O japonês trabalha muito esse quesito, porque sempre foi uma dificuldade. É óbvio que o tempo de bola é uma coisa que é difícil você ensinar. O jogador tem que saber a hora certa de sair, ter o seu tempo, feeling”.

Wagner Lopes destaca que o Brasil tem condições de trazer o hexacampeonato. “A Seleção Brasileira está evoluindo dentro da competição, crescendo e vai melhorar muito. Acredito sim que o Brasil pode conquistar o hexa”, finalizou.

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Fonte: Portal Terra
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