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O Ministério das Relações Exteriores informou nesta segunda-feira (27/4) que dois brasileiros — uma mulher e seu filho, de 11 anos — morreram no Líbano após ataques de Israel.
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O pai da criança, de nacionalidade libanesa, também morreu. Já o outro filho do casal, que é brasileiro, ficou ferido e está hospitalizado.
O Líbano abriga a maior comunidade brasileira no Oriente Médio, com cerca de 21 mil pessoas.
Em nota, o Itamaraty afirmou que o episódio representa "mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo", que já resultou na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças. Leia também: Itamaraty confirma morte de dois brasileiros após ataques israelenses no Líbano
O governo brasileiro também pediu "a imediata cessação das hostilidades, com a retirada completa das forças israelenses do território libanês".
"Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses", acrescentou o Itamaraty em nota.
O cessar-fogo entre Líbano e Israel foi acordado em 16 de abril, com duração inicial de 10 dias.
Na ocasião, líderes de Israel e do Líbano saudaram a trégua, com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificando o entendimento como "uma oportunidade para firmar um acordo de paz histórico".
O Hezbollah — grupo político e militar xiita apoiado pelo Irã — também sinalizou disposição para participar do cessar-fogo, mas afirmou que ele deveria incluir "uma suspensão completa dos ataques" em todo o Líbano e "nenhuma liberdade de movimento para as forças israelenses". Mais de mundo
O grupo apoiado pelo Irã, embora profundamente enraizado no Líbano, não faz parte do aparato de segurança do governo libanês.
Durante o anúncio da prorrogação, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os EUA trabalhariam com o Líbano para lidar com o Hezbollah — grupo político e militar xiita apoiado pelo Irã — e que Israel não bombardearia mais o país.
"Eles estão PROIBIDOS de fazer isso pelos EUA. Chega!", escreveu Trump. Leia também: Chanceler da Alemanha diz que os EUA estão sendo 'humilhados' na guerra contra Irã
Apesar disso, novos episódios de violência vêm sendo registrados, evidenciando a fragilidade do acordo. Tanto Israel quanto o Hezbollah acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo.

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O conflito no território libanês se insere em uma dinâmica mais ampla de tensões regionais envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã.
Os confrontos mais recentes se intensificaram a partir de março, após o Hezbollah lançar foguetes contra o norte de Israel, seguido por uma série de ataques aéreos israelenses em diferentes regiões do Líbano, incluindo a capital, Beirute.
Desde então, mesmo com tentativas de negociação, os ataques continuaram.
O que diz acordo de cessar-fogo
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