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Ler matéria →Israel confirma que soldados atiraram contra o carro em que palestina de 5 anos foi morta e abre investigação

Crédito, Family/Reuters
- Author, Yolande Knell
- e
- Author, Lucy Williamson
- Role, Correspondente no Oriente Médio
- Reporting from, Jerusalem
- Published Há 48 minutos
- Tempo de leitura: 6 min
Pela primeira vez, o exército israelense confirmou que atirou contra um carro que transportava a menina palestina Hind Rajab, de cinco anos, que foi morta junto com seis familiares em Gaza, em 2024.
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Hind sobreviveu inicialmente ao ataque e atendeu a uma ligação telefônica na qual pediu ajuda. A ligação durou horas.
Uma ambulância enviada para resgatá-la— em uma operação coordenada com o exército israelense— também foi atingida por disparos, matando dois paramédicos. O corpo de Hind foi encontrado dias depois, junto aos corpos dos demais mortos.
Em um comunicado, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) informaram que abrirão uma investigação criminal sobre a morte de Hind e de seus familiares, além da morte de 15 palestinos, incluindo profissionais de saúde e um funcionário da ONU, em março de 2025. Leia também: Quem é Natalie Harp, assessora que se tornou presença constante ao lado de Trump
Ambos os incidentes provocaram condenação internacional.
Sobre a morte de Hind, as IDF disseram: "Devido a supostas falhas na coordenação do deslocamento da ambulância do Crescente Vermelho Palestino, foi decidido iniciar uma investigação criminal sobre o incidente pela Divisão de Investigação Criminal da Polícia Militar".
E acrescentou que as conclusões de sua apuração "indicam que tropas israelenses dispararam contra um veículo" que estava "trafegando em desacordo com o aviso prévio publicado em um comunicado do porta-voz das IDF aos moradores da região".
Inicialmente, os militares de Israel haviam afirmado que nenhuma de suas tropas estava na região no momento da morte de Hind. No entanto, essa versão foi rapidamente contestada.
Mais tarde, a IDF afirmou ter realizado "incursões contra alvos terroristas", com tropas atuando em diferentes bairros da Cidade de Gaza, incluindo Tel al-Hawa, onde Hind estava. Mais de mundo
A ligação de Hind para os paramédicos
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A morte de Hind provocou condenação internacional depois que uma gravação desesperada dela conversando com paramédicos do Crescente Vermelho Palestino foi divulgada. Leia também: Ministro das relações exteriores do Irã diz que 'Dia D econômico' de Trump
A voz frágil de Hind, do outro lado da linha naquele dia, permaneceu na memória dos operadores do Crescente Vermelho por muito tempo após sua morte. Ela descrevia os tanques que via diretamente à frente do carro e dizia que eles estavam se aproximando.
"Esconda-se embaixo dos bancos", disseram os operadores. "Não deixe que ninguém veja você."
A operadora Rana Faqih permaneceu na linha com Hind durante horas, enquanto a equipe do Crescente Vermelho pedia ao Exército israelense autorização para que a ambulância pudesse chegar ao local.
Segundo Faqih, a menina pediu repetidamente que alguém fosse até lá para resgatá-la.
"Em determinado momento, ela me disse que estava começando a escurecer", contou Rana à BBC em fevereiro de 2024. "Ela estava com medo. Perguntou a que distância ficava a minha casa. Eu me senti paralisada e impotente."
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