UE cobra que EUA cumpram acordo comercial após novas tarifas de Trump
Ler matéria →Com a retomada de ataques mútuos, cessar-fogo ruiu e navegação no Estreito de Ormuz está em risco. Críticos temem ver o país arrastado para mais um conflito sem data para terminar.
-
A trégua de junho entre EUA e Irã acabou após o reinício de bombardeios mútuos. O conflito corre o risco de se tornar uma guerra sem fim.
-
As forças iranianas interromperam o tráfego no Estreito de Ormuz. Na terça-feira, Donald Trump afirmou que os EUA não têm interesse em novas negociações.
Leia no AINotícia: Mundo: o que movimentou a semana
-
Apesar da superioridade militar dos EUA, o Irã mantém capacidade de resposta. O país precisa de apenas 5% de seu poder residual para fechar Ormuz.
-
O cenário evoca a atuação americana no Iraque nos anos 1990. Para especialistas, a solução do conflito dependerá de acordos na mesa de negociações.
EUA renovam ataques ao Irã e ameaçam bombardear instalação nuclear subterrânea Leia também: A dama que 'macheava': o que diz o 1º poema homoerótico brasileiro
A trégua negociada entre EUA e Irã em junho já era. Com a troca cada vez mais intensa de bombardeios, drones e mísseis, a questão já não é mais se a guerra foi retomada, e sim se o conflito está se transformando em uma disputa sem prazo para terminar, que nenhum dos lados pode vencer.
Pode ser mais uma "guerra sem fim", afirma Kelly Grieco, pesquisadora sênior do centro de estudos Stimson Center, sediado em Washington. O termo descreve conflitos que se arrastam por anos, com ações militares recorrentes e sem uma solução política duradoura.
"Você acaba adotando uma abordagem de 'aparar o gramado', na qual as capacidades do Irã crescem até determinado nível. Então você decide que não está disposto a tolerar esse grau de ameaça e volta a realizar uma nova rodada de ataques com mísseis e bombardeios. E depois repetimos esse ciclo indefinidamente", explica.
As forças iranianas atingiram locais em vários países do Golfo e voltaram a interromper a navegação no Estreito de Ormuz, por onde antes passava cerca de um quinto do petróleo e gás exportados ao mundo. Mais de mundo
Do outro lado do Golfo, os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, impuseram um bloqueio naval à Arábia Saudita no Mar Vermelho, ameaçando estrangular uma segunda rota estratégica crucial para o tráfego marítimo na região.
Os esforços diplomáticos não cessaram. O ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, viajou ao Paquistão, um dos principais mediadores do conflito, numa tentativa de retomar as negociações. Mas as perspectivas de um avanço parecem pequenas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou pouco entusiasmo por novas negociações, afirmando na terça-feira que os norte-americanos "não têm interesse em se reunir". Pelo contrário: a campanha aérea americana poderia ser intensificada. Leia também: UE cobra que EUA cumpram acordo comercial após novas tarifas de Trump
- Dias após acusar China de interferir nas eleições de 2020, Trump confirma visita de Xi Jinping em setembro
- Irã diz considerar 'alvo legítimo' base militar do Reino Unido utilizada pelos EUA para bombardeio
- Catedral de Notre Dame prepara novos vitrais para outubro sete anos após incêndio
Um conflito em expansão
"O que devemos esperar é que, se os Estados Unidos continuarem ampliando sua campanha de ataques aéreos, atingindo infraestrutura ferroviária, pontes, grandes instalações portuárias ou instalações de energia, o Irã poderá e irá responder da mesma forma, usando seus mísseis e drones para atacar estruturas semelhantes no Golfo, bem como no Levante [leste do Mediterrâneo], atingindo áreas na Jordânia e na Síria, por exemplo", afirma Megan Sutcliffe, analista de segurança para Oriente Médio e África da empresa privada de inteligência Sibylline, com sede em Londres.
"Essa lógica de retaliação mútua é exatamente o que continuará a acontecer nas próximas semanas. Isso nos aproxima do pior cenário possível: a retomada de um conflito em grande escala."
Ao longo da guerra, os objetivos dos EUA pareceram mudar repetidamente:
- No início, a retórica se concentrava em uma mudança de regime e na eliminação do programa nuclear iraniano.
- Mais tarde, a ênfase passou a ser a degradação das capacidades militares do país.
- Hoje, o objetivo mais imediato parece ser a reabertura do Estreito de Ormuz e a proteção de uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.
- Donald Trump
- Estados Unidos
- Irã
Leia também no AINotícia
- UE cobra que EUA cumpram acordo comercial após novas tarifas de TrumpMundo · agora
- A dama que 'macheava': o que diz o 1º poema homoerótico brasileiroMundo · agora
- Nem camelos aguentam mais o calor extremo nos desertos da África: 'FicamMundo · 4h atrás
- Ele 'rabiscava' versos entre as entregas: o entregador de comida que ganhouMundo · 4h atrás
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/1/I/HxrXaJS2WHU7mZJPerVg/captura-de-tela-2026-03-28-210919.jpg)

