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O governo do Irã afirmou neste domingo que a futura administração do tráfego no Estreito de Ormuz deve ser definida em coordenação com Omã, reforçando que os mecanismos de navegação precisam respeitar a soberania dos dois países costeiros e considerar os desdobramentos da guerra com os Estados Unidos.
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, as negociações realizadas no sábado, em Mascate reuniram os chanceleres dos dois países e delegações técnicas e jurídicas para discutir a segurança da navegação no estreito.
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As conversas também contaram, em parte, com a participação de uma delegação do Catar, que vem atuando como mediador entre Washington e Teerã.
Baghaei afirmou que as discussões abordaram mecanismos para a administração do tráfego marítimo “com respeito aos direitos soberanos dos dois Estados costeiros”, ao direito internacional e ao artigo 5º do Memorando de Entendimento de Islamabad. Segundo ele, Irã e Omã concordaram em manter o diálogo nos níveis político e técnico-jurídico para buscar um entendimento comum sobre a segurança da navegação.
O porta-voz reiterou que qualquer novo arranjo para o Estreito de Ormuz deverá levar em conta “a guerra imposta pelos Estados Unidos e pelo regime sionista Israel” e seus impactos sobre a segurança da rota marítima. Mais de economia
Também neste domingo, o assessor sênior do líder supremo iraniano, Mohsen Rezaei, afirmou que o Estreito de Ormuz continuará sendo um dos principais instrumentos de dissuasão do país. “Protegeremos Ormuz”, declarou, acrescentando que a hidrovia desempenha “um papel decisivo” na proteção da segurança nacional e dos interesses iranianos. Leia também: Taxas dos DIs sobem com Oriente Médio e noticiário político no radar
Rezaei também afirmou que, “de acordo com o direito internacional”, o Irã tem o direito de adotar medidas em resposta ao assassinato do líder supremo Ali Khamenei, morto no início do conflito com os Estados Unidos. Nesta semana, o Wall Street Journal revelou planos iranianos descobertos pela inteligência israelense para assassinar o presidente americano, Donald Trump.
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Estadão Conteúdo
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