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Irã apreende 2 navios em Ormuz: Crise eleva risco no mercado

Foto de arquivo: Mapa mostrando o Estreito de Ormuz e o Irã é visto ao fundo de um oleoduto em 3D nesta ilustração feita em 22 de junho de 2025

Irã apreende duas embarcações no Estreito de Ormuz e amplia tensão marítima na região
Foto de arquivo: Mapa mostrando o Estreito de Ormuz e o Irã é visto ao fundo de um oleoduto em 3D nesta ilustração feita em 22 de junho de 2025. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
Foto de arquivo: Mapa mostrando o Estreito de Ormuz e o Irã é visto ao fundo de um oleoduto em 3D nesta ilustração feita em 22 de junho de 2025. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) informou nesta quarta-feira (22) a apreensão de duas embarcações no Estreito de Ormuz, em meio à escalada de tensões na região e a relatos de novos ataques contra navios comerciais.

Em comunicado, a Marinha da IRGC afirmou que os navios “MSC Francesca”, que segundo Teerã tem ligação com Israel, mas navega sob bandeira do Panamá, e “Epaminondas”, de bandeira da Libéria, foram interceptados e conduzidos para águas territoriais iranianas. Segundo o grupo paramilitar, as embarcações operavam “sem a autorização necessária” e teriam manipulado seus sistemas de navegação, “colocando em risco a segurança marítima”. Leia também: Embraer vê cautela em opções de compra de aeronaves com guerra no Irã

“As cargas, documentos e demais registros serão verificados”, disse a Guarda Revolucionária, acrescentando que “interferir na ordem e na segurança do Estreito de Ormuz é nossa linha vermelha”.

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Pouco antes, a Operação de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) informou ter recebido relato de um incidente a cerca de 15 quilômetros a oeste do Irã. De acordo com o órgão, o capitão de um navio cargueiro que deixava águas internacionais relatou ter sido alvo de disparos e, em seguida, parado na água. A tripulação está segura e não houve danos à embarcação, segundo o comunicado.

Horas antes, a UKMTO havia relatado outro ataque a 15 milhas náuticas (27,7 km) a nordeste de Omã. Segundo o comandante de um navio porta-contêineres, a embarcação foi abordada por uma lancha armada da IRGC, sem contato prévio por rádio, e sofreu “danos severos” na ponte de comando após ser alvejada. Não houve incêndio nem impacto ambiental, e todos os tripulantes estão em segurança. Leia também: Restrições à carne brasileira: governo Lula intensifica conversas com União Mais de economia

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