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Indignado, Messias diz a aliados que derrota ao STF foi golpe de Moraes e Alcolumbre e ala do governo entra em modo ‘guerra’

Senado rejeita indicação de Jorge Messias para o STF Jorge Messias está indignado com o que chama, a interlocutores, de “golpe” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Indignado, Messias diz a aliados que derrota ao STF foi golpe de Moraes e Alcolumbre e ala do governo entra em modo ‘guerra’
Senado rejeita indicação de Jorge Messias para o STF

Senado rejeita indicação de Jorge Messias para o STF

Jorge Messias está indignado com o que chama, a interlocutores, de “golpe” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para derrotá-lo — e vê também, nos bastidores, atuação do ministro Flávio Dino.

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Segundo o blog apurou, o ex-advogado-geral da União indicado por Lula para ocupar o cargo de ministro do STF atua agora para mapear o que considera uma operação articulada para derrubá-lo. Ao mesmo tempo, uma ala do governo já entrou em modo “guerra” para reagir.

Messias foi derrotado na noite da última quarta-feira (29) no Senado, com 42 votos contra e apenas 34 a favor de que ele assumisse o cargo de ministro na vaga deixada por Luis Roberto Barroso em outubro do ano passado. Leia também: Após crise com Lula, Alcolumbre deve dar aval a apoio de União e PP a Flávio

A interlocutores, o ex-AGU afirma que houve ação direta de ministros do Supremo, citando nominalmente Moraes e Dino, para influenciar o resultado. Na avaliação dele, a derrota não foi circunstancial, mas resultado de articulação — o que, a aliados, ele chama de um “golpe”.

Segundo relatos obtidos pelo blog, Messias diz a interlocutores ver uma digital explícita de Moraes e Dino na operação e sustenta que o episódio inaugura um novo momento na relação com o Supremo.

Nos bastidores, integrantes do governo têm repetido a mesma linha: “Agora é guerra.”

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O diagnóstico que começa a se consolidar no entorno do Planalto é que o caso deixou de ser apenas uma disputa institucional e passou a ser tratado como enfrentamento político direto.

Aliados de Messias avaliam que a derrota pode, paradoxalmente, abrir uma oportunidade no tabuleiro político. A leitura é que o episódio ajuda a empurrar Flávio Bolsonaro para o campo de Alcolumbre e de Moraes, reforçando a narrativa de “sistema” contra o governo. Leia também: As razões da maior derrota sofrida por Lula

Messias também projeta os próximos passos. Caso vá para o Ministério da Justiça — cenário já discutido nos bastidores e revelado pelo blog —, ele deve assumir o comando político da Polícia Federal.

Apesar de manter relação com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o Planalto se indignou ao saber que ele participou de um jantar na véspera da sabatina que terminou na derrota de Messias.

Jorge Messias tem nome rejeitado no Senado — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Nos bastidores, o tom é de escalada. Messias afirma a aliados que não vai recuar e que pretende reagir com o apoio do presidente Lula.

  • Jorge Messias

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