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Ler matéria →Um laudo do Instituto de Criminalística (IC) aponta a falha elétrica como a provável causa do incêndio de grandes proporções que consumiu a Escola Municipal Prada, em Limeira (SP), no mês de maio. Concomitantemente, a Polícia Civil está investigando se houve omissões por parte de órgãos municipais e da própria administração da escola que poderiam ter contribuído para a tragédia que destruiu o edifício, tombado como patrimônio histórico.
Falha Elétrica Apontada como Causa Provável do Incêndio
O relatório do Instituto de Criminalística, divulgado recentemente, indica que o incêndio possivelmente teve início na região do entreforro do prédio. Este espaço abrigava componentes da instalação elétrica e elementos estruturais de madeira, que teriam favorecido a rápida propagação das chamas.
As hipóteses mais compatíveis com o cenário observado, segundo o laudo, estão relacionadas a aquecimento localizado. Isso poderia ser decorrente de mau contato, deterioração de conexões, falhas de isolamento ou fenômenos de faiscamento e arqueamento elétrico.
É importante destacar que a perícia não encontrou vestígios que sugerissem um incêndio intencional. Da mesma forma, não houve evidências de que o fogo tenha começado fora da edificação. Contudo, devido à severidade da destruição no local, o IC ressalta que não foi possível determinar de forma conclusiva o ponto exato de ignição.
Investigação da Polícia Civil Apura Possível Omissão
Paralelamente à conclusão da perícia, a Polícia Civil de Limeira intensifica a apuração sobre eventuais omissões. As autoridades buscam determinar se as medidas adotadas pelos órgãos municipais e pela administração da escola foram suficientes para prevenir o risco de um incêndio. O delegado responsável pelo caso aguarda o recebimento de documentações adicionais para concluir se já havia conhecimento prévio sobre o risco. Leia também: Motoristas de Transporte Especial do Distrito Industrial de Manaus Paralisação
Até o momento, não foram identificados registros de falhas anteriores ou outros eventos que indicassem a probabilidade de uma falha elétrica. No entanto, o processo de requisição e análise de todos os documentos necessários ainda está em andamento.
Irregularidades e a Ausência do Auto de Vistoria (AVCB)
Um dos pontos cruciais da investigação é a constatação de que o edifício da Escola Prada não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Este documento é essencial e certifica que o imóvel cumpre as condições adequadas de segurança contra incêndios, incluindo a presença de extintores, sinalização de emergência, equipamentos de combate a incêndio e portas corta-fogo.
A possibilidade de o incêndio ter começado na fiação elétrica já havia sido levantada pelo Corpo de Bombeiros logo após o incidente. A administração municipal, ao assumir a gestão em janeiro de 2025, informou que diversas escolas da rede municipal estavam sem o AVCB e apresentavam graves problemas estruturais, totalizando 56 unidades em situação irregular na época.
Patrimônio Histórico e o Desafio da Reconstrução
A Escola Municipal Prada, que completaria 80 anos em junho de 2027, é mais do que um espaço de ensino; é um patrimônio histórico da cidade. O prédio fez parte do conjunto da antiga fábrica de chapéus Prada, uma das maiores da América Latina. Estima-se que cerca de 30 mil alunos passaram por suas salas de aula ao longo das décadas, tornando a perda ainda mais sentida por gerações de limeirenses. Mais de noticia
Sobre o futuro do edifício, o secretário de Educação informou que arquitetos e engenheiros consultados inicialmente expressaram a viabilidade de recuperar as paredes e restaurar a estrutura. A decisão final sobre o que será possível reaproveitar ou não dependerá de um parecer da polícia científica e da contratação de especialistas para uma avaliação aprofundada.
O que se sabe até agora
- O laudo do Instituto de Criminalística (IC) aponta falha elétrica como provável causa do incêndio na Escola Municipal Prada.
- A perícia sugere que o fogo começou no entreforro, com componentes elétricos e madeira, sem indícios de dolo.
- A Polícia Civil investiga a possibilidade de omissões por parte de órgãos municipais e da administração escolar.
- O edifício não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), certificação de segurança contra incêndios.
- A escola é um patrimônio histórico tombado de Limeira, com quase 80 anos de história e cerca de 30 mil ex-alunos.
- A recuperação e restauração das estruturas danificadas estão sendo avaliadas, aguardando pareceres técnicos.
Perguntas frequentes
Qual foi a causa provável do incêndio na Escola Municipal Prada?
O laudo do Instituto de Criminalística (IC) aponta a falha elétrica como a possível causa do incêndio. As hipóteses incluem mau contato, deterioração de conexões ou falhas de isolamento no entreforro do prédio. Leia também: Copa Feminina 2027: Maracanã será palco de abertura e final no Rio
A Polícia Civil está investigando alguma irregularidade?
Sim, a Polícia Civil está apurando eventuais omissões que possam ter contribuído para o incêndio. O objetivo é verificar se órgãos municipais e a administração da escola tinham conhecimento dos riscos e adotaram as medidas preventivas necessárias.
A escola possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB)?
Não, o edifício da Escola Municipal Prada não possuía o AVCB. Este é um documento crucial que atesta as condições de segurança contra incêndio de um imóvel.
A Escola Municipal Prada será reconstruída ou restaurada?
O secretário de Educação informou que há indicações de arquitetos e engenheiros de que é possível recuperar as paredes e restaurar o prédio. Contudo, a decisão final e os detalhes sobre o que será feito dependerão de um parecer da polícia científica e de avaliações técnicas especializadas a serem contratadas.
A tragédia da Escola Municipal Prada em Limeira serve como um alerta contundente sobre a importância da manutenção preventiva e da conformidade com as normas de segurança em edifícios públicos, especialmente aqueles com valor histórico. A investigação em curso é fundamental para determinar responsabilidades e implementar medidas que evitem que incidentes como este se repitam, protegendo o patrimônio e, acima de tudo, a segurança da comunidade.



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