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IG4 busca garantir compra do controle da Raízen até março de 2027

A IG4, que recentemente se tornou co-controladora da petroquímica ‌Braskem, juntamente com a Petrobras, agora quer adquirir o controle da Raízen, que há pouco tempo

IG4 busca garantir compra do controle da Raízen até março de 2027

SÃO PAULO, 23 Jun (Reuters)– A gestora ⁠de private equity IG4 busca finalizar uma potencial aquisição do ⁠controle da produtora de açúcar e etanol Raízen (RAIZ4) até o final de março ‌de 2027, condicionada à aprovação dos credores a sua oferta de compra, disseram executivos da IG4 em entrevista à Reuters na segunda-feira.

A IG4, que recentemente se tornou co-controladora da petroquímica ‌Braskem, juntamente com a Petrobras, agora quer adquirir o controle da Raízen, que há pouco tempo fechou um acordo de reestruturação de dívida de R$ 65 bilhões com credores locais e internacionais, a maior recuperação extrajudicial da história do país.

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O objetivo da IG4 é garantir o controle da produtora de açúcar e etanol até a conclusão da reestruturação extrajudicial, prevista para o fim ⁠de ‌março do próximo ano, mas essa meta ainda depende da aceitação da proposta da gestora ⁠por aqueles credores que consentiram em converter dívida em ações da Raízen, disseram os executivos.

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O interesse pela Raízen se segue à recente venda de controle da Corredor Logística e Infraestrutura (CLI) para o Grupo AD Ports por 835 milhões de dólares, em parceria com o Grupo Macquarie, ao mesmo tempo em que cresce a atenção da IG4 ​ao setor de agronegócios. Leia também: AZZA3 reage após mínima histórica; ação pode virar o jogo?

‘Começamos a olhar mais o agro, que apesar da pujança, tem sofrido’, disse Hélio Novaes, CEO recém-nomeado da IG4.

De acordo com Paulo Mattos, co-fundador e ​presidente do conselho da IG4, a oferta não vinculante aos credores da Raízen oferece algumas opções, incluindo um pagamento em dinheiro, bem como a alternativa para credores que preferirem manter de alguma forma sua participação na Raízen recebendo quotas em um fundo da IG4.

Mattos não divulgou o valor específico em dinheiro oferecido aos credores da Raízen que quiserem vender ‌sua participação à IG4.

Na semana passada, a Reuters informou que ​o banco de investimento independente Moelis & Company e a consultoria financeira Journey Capital, que atuaram junto aos credores no processo de recuperação extrajudicial da Raízen, receberam uma oferta não vinculante da IG4. Ambos se recusaram a comentar. Mais de economia

De ⁠acordo com Mattos, a IG4 tem ​um histórico de assumir ​controle ou co-controle de empresas e acredita que uma reestruturação só é eficaz com uma participação majoritária. Ele também ⁠negou relatos de envolvimento do banco de investimento ​BTG no negócio, esclarecendo que, embora o BTG tenha investido em fundos da IG4, não tem uma participação controladora ou participação na empresa.

Os executivos também disseram que a estratégia da IG4 não envolve aquisições ​hostis, mas sempre busca o apoio das partes interessadas. Se for capaz de garantir compromissos de venda de créditos ou participações equivalentes a 50% mais um das ​ações da Raízen, a empresa ⁠buscará negociar com os principais acionistas restantes. Leia também: Ata do Copom, PMIs nos EUA e Europa e mais destaques desta terça-feira (23)

Em uma entrevista separada na segunda-feira, Rubens Ometto, presidente do conselho da Raízen, no ⁠entanto, disse que a oferta era apenas um rumor. ‘O mercado financeiro está cheio de ideias criativas’, disse ele.

O crescimento da IG4, atualmente com 40 profissionais, e a recente venda da CLI criaram oportunidades para novos negócios, disseram Mattos e Novaes.

A empresa de gestão de private equity está se concentrando em investir em um número menor de empresas, visando negócios maiores, complexos e globais, acrescentaram ​eles.

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