China pede para ingressar em consultas do Brasil à OMC por tarifas dos EUA
Ler matéria →Faltou força ao Ibovespa. O índice teve um dia errático nesta segunda-feira: começou em alta, logo virou para queda e no final ensaiou uma nova virada, mas ficou mesmo com baixa de 0,19%, aos 172.179,93 pontos, uma perda de 333,49 pontos.
O real também recuou, após ver o dólar comercial descer por três sessões seguidas. Hoje, a moeda estrangeira subiu 0,53%, a R$ 5,111. Os DIs (juros futuros) também subiram por toda a curva.
Leia no AINotícia: Economia: Bancos, Dólar e Fusões em Destaque
Wall Street em baixa A falta de força foi generalizada também nos EUA. Wall Street fechou com baixas curtas, em dia mais de cautela do que de grandes movimentos.
Os investidores estão fazendo força há mais de cinco meses para acreditar que a guerra no Oriente Médio pode ter um fim. Não há, porém, muitos indícios de que isso acontecerá tão cedo. Hoje, o petróleo saltou mais de 5%, após acordo pelo Estreito de Ormuz perder força, uma refinaria na Arábia Saudita ser atacada e o Irã reafirmar que não abrirá o Estreito sem que o EUA faça concessões.
Os atritos na região seguem fortalecidos. Além do mais, quarta-feira (12) é dia de divulgação do índice de preços ao consumidor nos EUA, o famoso CPI, medidor de inflação que pode ser crucial para fortalecer a ideia do Federal Reserve, após um relatório de empregos (o payroll) fraco na semana passada. Cenário doméstico Leia também: Minério de ferro recua com dados desanimadores da produção na China
No caso do Brasil, há ainda dois fatores que forçam o mau humor do investidor: as pesquisas eleitorais e a temporada de balanços. O presidente Lula mantém vantagem em todos os levantamentos recentes, com pequenas variações. Ainda falta bastante para as eleições, a campanha só começou, mas tanto o eleitor quanto o investidor vai ficando apreensivo.
Apesar dos números divulgados, a projeção é novamente de um pleito apertado. Vale e Petrobras sobem Na temporada de balanços, a força gravitacional dos números ora tende ao otimismo, ora ao pessimismo.
Depois de variar muito após a divulgação de seus números, tanto Vale (VALE3) quanto Petrobras (PETR4) subiram hoje, com respectivamente 1,28% e 3,33%. Como se vê, não foram altas fracas. Para a mineradora, o BBA manteve a recomendação de compra e vê assimetria favorável, apesar da pressão dos preços do minério de ferro.
Para a petroleira, os preços do petróleo seguem sendo a força motriz para as ações. E com a alta forte de hoje, tanto no Brent quanto no WTI, não teve jeito. Sem contar que analistas seguem abraçando preferência por Petrobras no setor– embora as petroleiras juniores também tenham mostrado força nesta segunda-feira:
PRIO (PRIO3) subiu 6,60% e Petrorecôncavo (RECV3) ganhou 4,99%. Brava (BRAV3) subiu menos, mas ainda assim com 1,26%. Embraer (EMBJ3) decolou com 2,31%, longe da máxima do dia, quando bateu em R$ 101, após um balanço do 2T26 considerado acima do esperado. Mais de economia
Mas então por que o Ibovespa não subiu, com tanta força positiva exercida por essas ações de peso? Analistas do BB Investimentos entenderam que, “caso siga o movimento de baixa, os suportes mais relevantes estão abaixo dos 170 mil pontos (167,7 mil pontos)”, afirmaram. “
No entanto, importante destacar que, mesmo com a realização recente, o Ibovespa ainda opera em uma tendência primária de alta no longo prazo, estabelecida desde janeiro de 2025, com próxima resistência na faixa dos 175.000 pontos”. Hoje, algumas ações pesaram. O setor bancário terminou no vermelho, com BB (BBAS3) e Santander (SANB11) com fracas baixas de 0,15% e 0,07%, enquanto Bradesco (BBDC4) e Itaú Unibanco (ITUB4) desceram 0,75% e 0,81%.
Os varejistas também mostraram fraqueza, como na sexta. Lojas Renner (LREN3) caiu 2,18% e Magazine Luiza (MGLU3) perdeu 1,82%. Axia Energia (AXIA3) desceu 2,26%, apesar de banco ver potencial bilionário de dividendos e ter elevado o preço-alvo. Leia também: Economia: Bancos, Dólar e Fusões em Destaque
Marcopolo (POMO4), ao contrário, teve o preço-alvo cortado, em revisão negativa de análise. As ações desceram 2,43%. Amanhã, é dia de IPCA Só que nesta terça-feira, não vai ter jeito.
A força principal vai ser inercial, com divulgação da Ata do Copom da semana passada e o IPCA de julho, com projeção de alta de 0,03% mês a mês e de 4,40% no ano, o que se configuraria abaixo do teto da meta. Não vai ser preciso força de vontade para entender que tem tudo para ser um pregão no mínimo emocionante. (Fernando Augusto Lopes) Confira as últimas dos mercados
Índice de Small Caps (SMLL) encerra sessão com perdas de 1,26%, aos 2.108,32 pontos Índice de BDRs (BDRX) termina com mais 0,36%, aos 27.567,43 pontos Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerra pregão com queda de 0,76%, aos 3.742,32 pontos- 3T26: +0,09%- 2026:
+6,86% O dólar comercial volta a subir frente ao real, após três quedas seguidas. O movimento vai na mesma direção da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, com o DXY, o índice dólar, com mais 0,28%, aos 99,81 pontos.
Investidores em Wall Street seguiram reticentes sobre EUA e Irã conseguirem um acordo que imprima algum tipo de normalidade no Oriente Médio, enquanto os preços do petróleo voltaram a subir. Isso acontece após o relatório de empregos nos EUA divulgado na sexta-feira ter tirado o peso de uma possível decisão do Federal Reserve por aumentar as taxas de juros, para não pressionar ainda mais o enfraquecido mercado de trabalho. O Fed agora pode se concentrar na inflação, dizem os analistas– e o CPI sai na quarta-feira (12).
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