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IAs do Google e X confundem pesquisas com comandos de chat

IAs do Google e X confundem pesquisas com comandos de chat Falha em ferramentas integradas ao Gemini e ao Grok faz IAs agirem como chatbots em buscas e traduções

IAs do Google e X confundem pesquisas com comandos de chat

IAs do Google e X confundem pesquisas com comandos de chat Falha em ferramentas integradas ao Gemini e ao Grok faz IAs agirem como chatbots em buscas e traduções, abandonando funções originais em alguns casos. Falha em ferramentas integradas ao Gemini e ao Grok faz IAs agirem como chatbots em buscas e traduções, abandonando funções originais em alguns casos.

IAs de grandes plataformas estão se confundindo e fugindo de suas funções originais. Nas últimas semanas, ferramentas integradas ao Google e ao X passaram a responder como chatbots comuns em diversas situações, mesmo quando deveriam apenas resumir resultados ou traduzir publicações. O problema repercutiu após usuários notarem esse comportamento nos Resumos de IA na busca do Google.

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Em alguns casos, o Gemini parece confundir o texto que deveria processar com uma ordem do usuário. Algo semelhante ocorre também com o Grok, na plataforma de Elon Musk, que passou a traduzir posts nativamente em abril. Nas ocasiões, as ferramentas abandonam a função original e passam

a “conversar” com o usuário. Quem costuma pesquisar palavras soltas no Google sabe que o buscador normalmente exibe uma explicação sobre o significado do termo, com base em dicionários online. Mas em ocasiões nas quais a palavra tem tom imperativo, a plataforma começou a interpretá-la como um comando. Leia também: ChatGPT perde espaço para Gemini e Claude no ambiente de trabalho

A falha começou a viralizar entre usuários de língua inglesa, que perceberam que a busca por termos como “disregard” (desconsiderar, em português) fazia o Google responder como um assistente. “Entendi. Se precisar de alguma coisa ou tiver uma nova pergunta, me diga!

”, respondia a IA. Depois, outros usuários identificaram o mesmo comportamento em palavras como “ignore” ou “skip”, inclusive quando feitas em português.

Por aqui, outros comandos como “lembrar” ou “esquecer” também faziam o buscador se atrapalhar. Após a repercussão, o Google reconheceu o problema e disse estar trabalhando em uma correção. O The Verge observou que a plataforma removeu os resumos de IA para a busca pelo termo viralizado, “disregard”, voltando a exibir o painel clássico com a definição da palavra.

A pesquisa pelo termo em português, no entanto, segue errada, o que indica que a falha continua. O problema nos Resumos de IA reforça uma crítica da base de usuários quanto a falta de confiabilidade nos resultados da pesquisa. E não é só na interpretação da busca: um levantamento encomendado pelo The New York Times observou que a ferramenta falha em cerca de um a cada dez resultados — dezenas de milhões de erros por hora. Mais de tecnologia

Os erros da plataforma e a aplicação forçada de IA na busca já começou a afastar alguns usuários. Nessa onda, o buscador DuckDuckGo apresentou um crescimento de cerca de 30%. Algo parecido vem acontecendo na rede social

X. A ferramenta de tradução da rede social, alimentada pelo Grok, pode processar uma pergunta como um comando e trazer uma resposta ao questionamento. Nesse caso, o Grok até faz o serviço original, respondendo com o texto no idioma do usuário. Leia também: Samsung dá adeus ao OneDrive e prepara rival para Google Drive

O problema já ocorreu anteriormente no Google Tradutor, que também recebeu integração com o Gemini. Na ocasião, textos entre colchetes com instruções faziam o sistema abandonar a tradução e obedecer ao comando embutido. Esse tipo de falha é conhecido como prompt injection, ou injeção de prompt.

Ele ocorre pelo modelo de linguagem não conseguir separar corretametne o que é conteúdo e o que é comando. Apesar de, nesses casos, ocorrer de forma involuntária, é uma prática que vem se tornando comum por cibercriminosos e outros indivíduos que tentam burlar o processamento de uma IA. {{ excerpt | truncatewords: 35 }} {% endif %

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