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IA custa mais caro do que manter funcionários, diz executivo da Nvidia

IA custa mais caro do que manter funcionários, diz executivo da Nvidia Bryan Catanzaro afirmou que infraestrutura de inteligência artificial sai mais cara que pagar

IA custa mais caro do que manter funcionários, diz executivo da Nvidia

IA custa mais caro do que manter funcionários, diz executivo da Nvidia Bryan Catanzaro afirmou que infraestrutura de inteligência artificial sai mais cara que pagar salários. Empresas têm feito demissões em massa para bancar a tecnologia. Bryan Catanzaro afirmou que infraestrutura de inteligência artificial sai mais cara que pagar salários.

Empresas têm feito demissões em massa para bancar a tecnologia. O mercado de tecnologia vive um dilema em 2026. De um lado, grandes empresas justificam demissões em massa pela busca de eficiência.

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De outro, gastam bilhões em inteligência artificial. Na ponta do lápis, no entanto, a conta não fecha: manter sistemas de IA rodando está mais caro do que pagar salários. Dessa vez, o alerta vem da Nvidia, justamente a fornecedora que mais lucra com esse setor. Leia também: Vasco x Olimpia: onde assistir, horário e escalação da Copa Sul-Americana

Em entrevista ao site Axios, o vice-presidente de deep learning aplicado, Bryan Catanzaro, foi direto: para a sua equipe, “o custo da computação é muito maior do que o custo dos funcionários”. A realidade começa a tensionar o discurso recente de substituição de humanos por agentes automatizados como solução de custo, já que o movimento não tem se traduzido em alívio imediato no caixa. Só na última semana, a Meta confirmou o corte de milhares de profissionais, enquanto a Microsoft abriu seu maior programa de demissão voluntária.

Segundo a plataforma Layoffs.fyi, o setor já acumula mais de 92 mil demissões no início de 2026, um ritmo que se aproxima perigosamente dos 120 mil desligamentos de todo o ano passado. No curto prazo, não. Para a maioria das funções operacionais, a automação não se traduz em economia real.

Um estudo do MIT de 2024 já antecipava isso: ao avaliar o custo-benefício, pesquisadores concluíram que a IA só era financeiramente viável em 23% dos cargos. Para os 77% restantes, manter um profissional de carne e osso executando a mesma tarefa continuava mais barato. Apesar dessa falta de viabilidade, as corporações continuam com o pé no acelerador. Mais de tecnologia

A empresa de serviços financeiros Morgan Stanley projeta que os gastos de capital com infraestrutura de IA baterão US$ 740 bilhões (cerca de R$ 3,7 trilhões, em conversão direta) neste ano — um salto de 69% ante 2025. Esse volume força empresas a refazerem as contas às pressas. O diretor de tecnologia da Uber, Praveen Neppalli Naga, admitiu ao The Information ter estourado o orçamento da área apenas adotando o Claude Code, ferramenta de programação da Anthropic.

Para o longo prazo, é esperado um cenário ainda mais caro e sem melhorias de eficiência. A consultoria McKinsey projeta gastos globais com IA alcançando US$ 5,2 trilhões até 2030, impulsionados pela manutenção de data centers e equipamentos de TI. Em um ritmo de adoção agressivo, essa fatura pode chegar a US$ 7,9 trilhões. Leia também: Corinthians x Peñarol (URU): onde assistir, horário e escalações do jogo da Libertadores

A boa notícia é que o peso computacional deve cair. Segundo a consultoria Gartner, o custo de inferência — quando o modelo analisa os dados para gerar respostas — despencará mais de 90% nos próximos quatro anos para LLMs de 1 trilhão de parâmetros, graças a otimizações em software e hardware. Até que os preços caiam e os sistemas operem de forma previsível, a tendência é que a IA deixe de ser vendida como solução mágica para cortar despesas trabalhistas, assumindo o seu papel real: uma ferramenta de apoio poderosa, mas que ainda custa caro.

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