Real perde espaço para peso colombiano como principal aposta em carry trade
Ler matéria →
Os houthis realizaram um ataque de “grande escala” contra forças do governo do Iêmen apoiado pela Arábia Saudita e também atingiram a região saudita de Najran, no sudoeste do país, aumentando as preocupações de que a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã possa se transformar em um conflito mais amplo no Oriente Médio.
O grupo militante, apoiado pelo Irã, afirmou nesta quinta-feira (6) que ataques com drones e mísseis no norte e no leste do Iêmen mataram e feriram “centenas” de soldados, segundo comunicado divulgado no Telegram. A agência Associated Press informou anteriormente, citando autoridades do governo iemenita reconhecido internacionalmente, que ao menos 30 militares morreram nos bombardeios.
Leia no AINotícia: Economia em Foco: Panorama
Os houthis disseram que a operação foi uma resposta ao que classificaram como “grandes concentrações militares sauditas em estágio final de preparação”. Leia também: IA cria vírus inéditos na natureza pela primeira vez
Baixe agora!
A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita confirmou que vários integrantes das Forças Armadas do Iêmen morreram e outros ficaram feridos nos ataques realizados pelos houthis nas províncias de Marib e Hadramout na manhã de quinta-feira.
A ofensiva representa uma das mais graves escaladas da guerra no Iêmen desde que os houthis e a coalizão liderada pelos sauditas firmaram um cessar-fogo, em 2022. A retomada dos confrontos tende a aumentar o temor de que a guerra entre EUA e Irã— que há meses enfrenta um impasse em torno do controle do Estreito de Ormuz— se espalhe para outras regiões do Oriente Médio.
A coalizão também informou que os houthis dispararam projéteis contra Najran, próxima à fronteira norte com o Iêmen. Onze civis ficaram feridos, entre eles sete sauditas, um iemenita, dois egípcios e um paquistanês.
Em 20 de julho, os houthis anunciaram que imporiam um bloqueio marítimo à Arábia Saudita, alegando que a medida era uma resposta ao cerco imposto por Riad à capital iemenita, Sanaa. Posteriormente, o grupo lançou mísseis e drones contra instalações da petroleira Saudi Aramco nas cidades portuárias de Jizan e Yanbu, às margens do Mar Vermelho. Mais de economia
Os houthis integram o chamado “Eixo da Resistência”, aliança apoiada pelo Irã que reúne milícias contrárias aos Estados Unidos e a Israel, como o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, em Gaza. O grupo também tem capacidade de interromper o tráfego marítimo em rotas comerciais estratégicas, como o Mar Vermelho.
A Arábia Saudita tem buscado conter a escalada do conflito por meio de negociações discretas, em uma tentativa de evitar que confrontos com os houthis prejudiquem sua indústria petrolífera e a economia do país, informou a Bloomberg nesta semana. Leia também: Real perde espaço para peso colombiano como principal aposta em carry trade
Segundo pessoas familiarizadas com as negociações, Riad mantém conversas com os houthis, grupo originário do norte do Iêmen, por meio de mediadores de Omã, mas também continua preparando opções militares caso a via diplomática fracasse.
Pouco depois de Estados Unidos e Israel iniciarem, neste ano, ataques contra o Irã, a República Islâmica orientou os houthis a se prepararem para uma possível campanha contra embarcações que navegam nas proximidades do sul do Mar Vermelho, informou anteriormente a Bloomberg. O grupo já havia atacado navios na região após o início da guerra entre Israel e Hamas, em 2023.
Separadamente, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão devem assinar nesta sexta-feira (7), em território saudita, um acordo conjunto de defesa, segundo a Reuters, citando duas fontes da região com conhecimento direto das negociações.
Tópicos relacionados
- Mundo
- Arábia Saudita
- Houthis
- Iêmen
- Oriente Médio
Bloomberg
Leia também no AINotícia
- Real perde espaço para peso colombiano como principal aposta em carry tradeEconomia · agora
- Meta é condenada a pagar US$ 567 milhões em ação sobre segurança infantilEconomia · 1h atrás
- PF indicia 16 funcionários e ex-funcionários da Voepass por queda de avião em SPEconomia · 1h atrás
- Alupar (ALUP11) tem lucro regulatório de R$ 159 milhões no 2T, queda anualEconomia · 4h atrás


