Japão promete novas intervenções no iene com os EUA, se necessário
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Luana Franzão
São Paulo
O Hospital Veterinário Veros, especializado em cuidados de média e alta complexidade para animais domésticos, projeta expandir os négocios —hoje, concentrados nos Jardins, zona oeste de São Paulo— para uma rede de dez unidades médicas té 2030.
As primeiras instalações devem ser construídas em regiões da capital paulista. No entanto, a expansão para cidades do interior com alta densidade populacional também está na mesa.
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O plano é liderado pelo novo CEO, Luiz Sérgio Santana, executivo com atuação em companhias como Dasa, NotreDame e Rede D'Or, nas quais geriu redes hospitalares e operadoras de planos de saúde com rede própria.
Para Santana, a expansão está ligada a um processo de profissionalização da gestão do setor veterinário, que ele compara ao que a saúde humana passou há cerca de duas décadas. Leia também: Japão promete novas intervenções no iene com os EUA, se necessário
Segundo o executivo, a formação técnica dos veterinários já é equivalente à dos médicos —graduação, residência e especialização—, mas falta uma estrutura de negócio profissionalizada por trás da atividade clínica, o que começa a mudar com a entrada de grupos maiores no setor.
O hospital opera com 65 leitos e atende tanto tutores de pets quanto veterinários externos, que recorrem à estrutura para exames de imagem, cirurgias e internações que suas clínicas não comportam.
A expectativa da empresa é que a fatia hospitalar —internação e centro cirúrgico— ganhe peso relativo nos próximos anos, como acontece nas maiores redes de saúde humana.
O Veros pertence à holding familiar FHMV, investimento que, segundo Santana, é "vocacional", mas também ambiciona cabecear o movimento de aumento de ticket médio na saúde pet.
Planos de saúde pet Mais de economia
A receita da rede é majoritariamente particular, sem vínculo relevante com planos de saúde pet. A exceção é um convênio pontual com a Petlove para alguns exames.
Segundo Santana, a regulamentação de planos de saúde para pets é uma questão de tempo, ainda que sem prazo definido. Leia também: Presidente do Republicanos diz a Flávio que maioria do partido quer neutralidade
O executivo cita como referência a Lei 9.656, de 1998, que regulamentou os planos de saúde humanos e criou a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), e afirma acreditar que um movimento semelhante deve se repetir no mercado veterinário.
Mercado novo
Santana afirma que, com a chegada de operadoras de saúde ao setor pet, o Veros pretende ocupar posição de protagonismo na definição de protocolos assistenciais como parâmetros de materiais, medicamentos e procedimentos usados em cada tratamento.
Segundo o executivo, esses protocolos tendem a ser exigidos pelas futuras operadoras como referência de custo e qualidade, e ele cita o hospital Albert Einstein como exemplo de instituição que, ao aderir a planos de saúde, manteve preços balizados por sua estrutura de custos sem perder padrão de atendimento. Para Santana, antecipar essa discussão é estratégico para influenciar as regras do mercado antes que a regulação avance.
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