Número de mortos nos terremotos na Venezuela passa de 1.400; equipes de resgate
Ler matéria →'Hospitais totalmente lotados': como o terremoto pressiona ainda mais o já deteriorado sistema de saúde da Venezuela

Crédito, ALEJANDRO PAREDES/AFP via Getty Images
- Author, Alicia Hernández
- Role, BBC News Mundo
- Published 27 junho 2026, 14:31 -03Atualizado Há 57 minutos
- Tempo de leitura: 7 min
"Não há."
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Essa talvez seja, há anos, uma das frases mais ouvidas na Venezuela.
Conforme a ocasião, ela pode se referir a ovos, açúcar, papel higiênico, suprimentos médicos, profissionais e equipamentos de saúde.
De quarta-feira (24/6) para cá, a já debilitada infraestrutura médica do país e sua escassez de recursos estão novamente sendo postas à prova, frente à emergência de saúde descomunal gerada por um poderoso terremoto de 7,2 graus de magnitude, seguido por outro ainda maior, de 7,5, apenas 39 segundos depois. Leia também: Resgates na Venezuela chegam ao 3º dia após terremotos; veja fotos
Aos 1.430 mortos até aqui, somam-se mais de 3.200 feridos com variados níveis de gravidade e as pessoas que ainda se encontram embaixo dos escombros, esperando pelo resgate. A ONU estima que 50 mil pessoas possam estar desaparecidas.
"O problema é que não se trata apenas de uma tragédia natural. É preciso reconhecer e recordar que a Venezuela se encontra em meio a uma complexa emergência humanitária", explica Pedro Javier Fernández, membro da equipe Médicos Unidos pela Venezuela.
"Todos os nossos hospitais carecem de suprimentos e medicamentos", prossegue ele.
"Não conseguimos oferecer assistência médica à nossa população em um dia normal. Agora, com esta tragédia, a emergência é ainda maior e mais difícil de enfrentar do que em outros países."
Na quinta-feira (25/6), o Ministério da Saúde da Venezuela garantiu ter ativado uma rede de oito hospitais públicos na região metropolitana de Caracas, que contempla a maior parte das zonas afetadas. A eles se somaram pelo menos 10 clínicas privadas para atender à população. Mais de mundo
Mas, ainda assim, os centros de saúde estão em colapso e sem recursos.

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O médico Franklin Rodríguez, normalmente, trabalha em Caracas. Mas ele viajou 30 km para oferecer sua ajuda em La Guaira, a região mais afetada pelos terremotos.
"Existe falta crítica de medicamentos e suprimentos médicos", declarou ele ao programa Today, da BBC Rádio 4.
"Os centros médicos não têm capacidade de atender o enorme volume de pessoas. E muitas delas continuam presas embaixo dos escombros."
Rodríguez comentou que ele e seus colegas médicos enfrentam uma situação desesperadora. Ele conta que os principais hospitais do Estado de La Guaira estão "completamente lotados".
O leitor Carlos V. escreveu para a BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC), denunciando que, no Hospital Dr. Lino Arévalo de Tucacas (uma das cidades afetadas pelos terremotos), "não há nem mesmo um band-aid".

Problema antigo

Sem pessoal

Ajuda internacional
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