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Terceira adversária da seleção brasileira na Copa do Mundo, a Escócia precisa somar pontos para garantir uma vaga na segunda fase. Como um empate já basta, a tendência é que os comandados de Steve Clarke tenham uma postura mais defensiva desde o início do jogo.
A dinâmica de ataque contra defesa deve ditar o ritmo do jogo. Ao contrário do Haiti, que desafiou a seleção brasileira com uma linha de defesa adiantada, os escoceses querem trabalhar para tirar espaços dos pontas, especialmente Vini Jr.
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O sistema tático
A Escócia parte de uma base com o sistema 4-4-1-1, com dois volantes e dois meias abertos no meio-campo. À frente da segunda linha joga Scott McTominay, estrela do Napoli. O único atacante de ofício é Che Adams, atualmente no Torino, também da Série A italiana.
Um dos trunfos do time escocês é a versatilidade de McTominay. Quando a equipe tem a bola, ele pode participar da armação de jogadas ou se apresentar como opção para finalizar. Leia também: Copa do Mundo 2026: Análise do Gato Mestre projeta resultados de Portugal e Colômbia
Quando a Escócia não tem a posse, McTominay volta para compor a linha do meio-campo, e um dos volantes— geralmente Lewis Ferguson— recua para jogar entre as linhas. Segundo dados da Fifa, os dois são os jogadores que mais distância percorreram até agora no Mundial, com médias superiores a 12,250 km por partida.
Esse será um dos desafios da seleção brasileira: jogar encaixotada entre as duas linhas de defesa e com um jogador adversário entre as linhas, tentando frear a criação de jogadas.

Defesa dura
O zagueiro Grant Hanley, que joga pelo lado esquerdo, é forte, mas tem dificuldades para acompanhar o ritmo de jogadores mais rápidos. Seu parceiro, Jack Hendry, é mais rápido e tem sido a surpresa positiva do time. Mais de esporte
O lateral-esquerdo Andy Robertson é o nome mais famoso da linha defensiva, mas caiu de rendimento no Liverpool nos últimos anos. Pela direita, o titular costuma ser Aaron Hickey, do Brentford— sem experiência em jogos de grande porte, ele terá a tarefa de marcar os avanços de Vini Jr.
Outro ponto fraco, que a seleção brasileira poderá explorar, é a saída de bola. Os escoceses têm dificuldade em lidar com a marcação pressão no campo de defesa. Leia também: Cannavaro elogia Portugal antes de jogo: 'Quando vê os nomes, sente medo'
Lateral 'dobrada'
Uma característica peculiar da seleção escocesa é o corredor esquerdo. Como Robertson é titular absoluto da lateral e capitão, Kieran Tierney— ex-Arsenal, hoje no Celtic— tem que jogar improvisado.
Contra o Brasil, a tendência é que a Escócia sobrecarregue o corredor esquerdo (o lado direito da defesa da seleção de Ancelotti) aproveitando-se da ausência de Raphinha e colocando pressão sobre Danilo.
Atacante solitário
Se a defesa é conhecida pela solidez, o ataque dos escoceses tem sido um problema nesta Copa. A equipe tem jogado com apenas um centroavante: Che Adams, que foge do estereótipo de jogador alto e forte.
Com 1,79 m, ele não é o jogador-alvo de bolas aéreas, nem das jogadas de pivô. Para esse tipo de ações, a primeira opção costuma ser McTominay. No banco, Steve Clarke tem a opção de Lindon Dykes, atacante muito limitado tecnicamente, mas com muita força física e 1,88 m de altura.
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