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Homenagem à advogada que morreu após crises convulsivas é interrompida por vizinho; amigos denunciam intolerância religiosa

O caso ocorreu na noite de segunda-feira (6), no bairro Real Copagre, Zona Norte da capital

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Homenagem à advogada que morreu após crises convulsivas é interrompida por vizinho; amigos denunciam intolerância religiosa

Homenagem à advogada que morreu após crises convulsivas é interrompida por vizinho em Teresina — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal Uma homenagem religiosa à advogada Letícia dos Santos Sousa, de 30 anos, foi interrompida após um vizinho, que não teve a identidade revelada, ameaçar os participantes em Teresina. O caso ocorreu na noite de segunda-feira (6), no bairro Real Copagre, Zona Norte da capital.

A advogada morreu no dia 28 de março, após passar mal e ter crises convulsivas no condomínio onde morava. Dias depois, amigos e integrantes do terreiro Casa das Almas realizaram uma cerimônia de despedida em memória dela. O g1 não localizou a defesa do acusado. Leia também: Câmara de BH autoriza reduzir de 40 para 30 horas semanais jornada de trabalho de assessores parlamentares

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Segundo Núbia Batista, conhecida como Mãe Núbia de Xangô, mãe de santo e professora doutora universitária, o grupo realizava um ritual conhecido como “tambor de choro” quando foi interrompido por um vizinho, por volta das 21h30. “Estávamos no tambor de despedida quando fomos interrompidos.

Ele passou a gritar, ameaçar e filmar tudo. Para outras religiões pode parecer uma festa, mas, para nós, é uma forma de lidar com a morte”, relatou. De acordo com a religiosa, o homem afirmou que chamaria a polícia e fez declarações ofensivas à prática religiosa.

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A situação chamou a atenção de moradores da região, que foram para a rua durante a confusão. Os participantes acionaram a Polícia Militar. Núbia registrou um boletim de ocorrência na manhã desta quarta-feira (9) e denunciou o caso como intolerância religiosa, além de ameaça e constrangimento. Mais de noticia

“Nós não conseguimos viver o nosso luto em paz. Foi uma situação vexatória, com exposição e ameaças”, disse. O caso é acompanhado por comissões da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Piauí, incluindo os grupos de Direitos Humanos e de Liberdade Religiosa. Leia também: Fiscalização em Natal aponta irregularidade em 98% dos bicos em postos de combustíveis

Segundo o advogado João Pedro Monteiro Cunha, os fatos podem se enquadrar na Lei nº 7.716/1989, que trata de crimes resultantes de preconceito por religião. Ele afirma que também pode haver configuração de injúria racial, a depender das declarações feitas. Ainda conforme o advogado, o boletim de ocorrência foi registrado com acompanhamento das comissões da OAB, que prestam assistência jurídica às vítimas.

O caso segue sob análise. ⚠️A Constituição Federal garante a liberdade de culto religioso no Brasil, e a prática de intolerância pode ser punida conforme a legislação vigente.

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