Pré-candidato ao Governo de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) disse que o empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em pesquisas eleitorais recentes só pode ser explicado por uma "lavagem cerebral coletiva". Ele afirmou ainda que adotará "escala 7x0", ou seja, todos os dias da semana, para a campanha pela reeleição do presidente. "
É inadmissível o que está se falando aqui nas pesquisas eleitorais. O contraste é tão grande, tão grande, que só uma lavagem cerebral coletiva explica uma comparação possível entre esses dois presidentes na história do Brasil", disse ele, referindo-se ao governo de Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio. Pesquisa Datafolha divulgada no último dia 11 mostra que Lula foi ultrapassado numericamente pela primeira vez por Flávio Bolsonaro (PL), que atingiu 46% ante 45% do petista, situação de empate técnico diante da margem de erro de dois pontos.
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Haddad participou durante a manhã do ato de 1° de Maio da Força Sindical, na Liberdade, em São Paulo, no qual os presentes saíram em defesa do fim da escala 6x1. " Agora nós vamos lutar pela jornada 5 por 2, de 40 horas [de trabalho por semana, como proposto pelo governo], e vamos lutar na jornada 7 por 0 para reeleger o presidente Lula, porque nós não vamos descansar enquanto não enxergar, em outubro, um horizonte pela frente que não seja o desastre que foi o governo anterior", disse Haddad. Leia também: Marina Silva critica redução de pena para golpistas e diz que derrubada de veto é uma 'vergonha'
Haddad disse a jornalistas, após o seu discurso, que o crescimento de Flávio nas pesquisas é fruto da desinformação. " Sempre que vem uma campanha, eles [da direita] procuram omitir, procuram confundir a opinião pública, mas no frigir dos ovos, o que está em jogo é sempre venda de patrimônio público de um lado e corte de direitos sociais de outro".
O petista citou reportagem da Folha que mostrou que a equipe que elabora o programa econômico de Flávio avalia reajustar aposentadorias e despesas com saúde e educação só pela inflação se ele ganhar a eleição. " O cidadão mais prejudicado pela pauta da extrema direita é o trabalhador.
O trabalhador é o alvo central de quem visa retirar direitos imediatamente. Você viu a fala do senador Rogério Marinho outro dia, negada pelo candidato Flávio Bolsonaro, mas apurada pelo jornal Folha de S.Paulo. O alvo é saúde e educação, salário mínimo, imposto de renda, continua sendo a porta tradicional deles. Mais de politica
" Ao lado das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), o pré-candidato a governador também disse que não será ele ou o presidente Lula a definir quem serão os nomes lançados pela chapa ao Senado em São Paulo. Além de Marina e Tebet, o também ex-ministro Márcio França (PSB) se colocou como pré-candidato a senador.
" Não existe imposição, e as pessoas estão se colocando [como pré-candidatas]. Elas também têm o direito de ter suas pretensões, que têm que ser respeitadas. Leia também: CNJ abre novo processo contra juiz que alterou atos oficiais
Então nós vamos levar em consideração isso tudo e vamos chegar a um denominador comum nas próximas semanas, mas sem atropelo", disse ele. A fala foi endossada por Tebet, que é do mesmo partido de França. "
O importante é o seguinte: não sou eu, não é o presidente Lula, não é o Haddad, nem a Marina, e nem o Márcio que vamos decidir individualmente. Vamos sentar numa mesa, numa mesa de comunhão e nós vamos trabalhar em conjunto", afirmou. Comentários
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